Furacão Irma: ações dos cubanos e dos moradores do outro lado

Furacão Irma: ações dos cubanos e dos moradores do outro lado

Por Sergio Serrano (@Cubanamera), via Leandro Fortes no Facebook – 

Mulher furiosa que com seu arrasador andar nos dá uma lição de política prática.

Anuncia que vai para Cuba e que, daí, viajará, como qualquer balseiro, rumo à Flórida para buscar o sonho americano.

Oh, surpresa! O sonho americano consiste em um grito que diz “vem, Irma, salve-se quem puder”.

As pessoas correm ao supermercado para acumular comida até desabastecê-lo totalmente. As pessoas, em seus carros, procedem a evacuação gerando o bloqueio das vias. As pessoas pensam se está em dia o pagamento do seguro.

A população de Flórida foge de Irma. Em sua fuga, a gasolina se esgota e as vias se engarrafam com a quantidade de carros. Em seu fuga, movida por combustível fóssil, garantem que virão mais furacões, ainda maiores.

Darwinismo social, sobrevive quem tem.

Em Cuba, pequena ilha bloqueada e solidária, de imediato formam-se as brigadas de trabalho, que são a forma organizada de defender o outro, o vizinho, o irmão, o desconhecido.

Uns põem a comida e os medicamentos de todos a salvo; outros se ocupam de lhe fazer manutenção do saneamento básico para mitigar as inundações; podam-se as árvores para que os ramos não sejam projéteis assassinos; ocupam-se de levar as pessoas a refúgios e instalações militares seguras. Ante o perigo coletivo, o plural é a resposta. A ira de Irma encontra um povo, por amor e por dever reunido.

Antes de morrer, Irma saberá que sua ira é inútil quando há um muro de corações que se juntam.

#CubaVence

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