Sobre o voto de esquerda

Sobre o voto de esquerda

Maria Luiza Quaresma Tonelli no Facebook – 

Aviso aos navegantes: tem muita gente sem ideologia de esquerda dentro de partidos de esquerda. Em todos. Temos que admitir isso. Tem muitas pessoas que se afirmam como sendo de esquerda, mas ideologicamente nunca foram.

Não basta uma bandeira na mão em manifestações, não basta empunhar cartazes, não basta uma estrelinha no peito, não basta uma camiseta vermelha.

Não basta ter votado em candidatos de esquerda. A pessoa de esquerda tem que ter uma prática de vida de esquerda e isso significa uma atitude diante do outro e do mundo. Tem muita gente que se diz de esquerda, mas incapaz de empatia, pré-requisito para a solidariedade.

Tem muita gente de esquerda com personalidade tão autoritária de fazer inveja à extrema direita. Tem muita gente de esquerda dotada de um narcisismo tão exacerbado que em nada se diferencia do individualismo extremo da extrema direita.

Pessoas de pensamento binário, que não admitem a crítica e nem o contraditório dentro do próprio campo ideológico que supõem ser o seu.

Pessoas que confundem opinião com verdade absoluta. A delas, claro, que pretendem impor ao outro, custe o que custar. Fazer política de esquerda é luta. Luta, acima de tudo, pela igualdade, sem a qual a liberdade é mera ilusão.

Tem muita gente abrigada em partidos de esquerda sem a mínima formação política e sem o discernimento necessário para lutar por um mundo no qual precisamos viver juntos, apesar das diferenças.

Afinal, viver não é simplesmente a luta pela sobrevivência, mas fundamentalmente pela convivência. Política de esquerda não pode, portanto, ser mera conveniência.

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