Por Moisés Mendes, jornalista, em sua página no Facebook
A Folha confirmou o que seus leitores já vinham denunciando. Os textos da colunista Natalia Beauty, uma das maiores influenciadoras do mercado de beleza, que também ‘escreve’ sobre política, são elaborados por Inteligência Artificial.
A moça, que é milionária, admitiu que submete seus ‘raciocínios’ à IA e que a inteligência ‘estrutura’ seus textos. Natalia já ficou famosa por suas posições rasas sobre questões complexas.
O robô que a ajuda é fraco. É o grande escândalo do ano no jornalismo. Uma moça do mercado da beleza dá palpites sobre identitarismo e outras pautas, a partir do que a IA escreve em seu nome.
A ombudsman do jornal. Alexandra Moraes, confirmou: os textos são de IA. A própria autora admitiu que usa IA, deixando pistas de que não são dela os textos reacionários que publica.
A explicação é a mais óbvia: uma comentarista de beleza vira comentarista de questões políticas e passa do seu mundo da beleza para o mundo dos comentaristas, cientistas, jornalistas e outros palpiteiros de coisas complicadas. É um salto.
A Folha ajuda a patrocinar essa gandaia. Se fosse o contrário, se um jornalista decidisse escrever sobre micropigmentação de sobrancelhas e lábios, seria logo desmascarado.
A Folha, o Globo, o Estadão e outros veículos podem descobrir que há muitos outros colunistas fazendo o mesmo. E vão fazer o quê? Demitir os robôs?
Título do texto: Bem Blogado







