Por Angela Carrato, jornalista
Com duas décadas de atraso, o Jornal Nacional descobriu que os Estados Unidos e Europa não são mais o centro do mundo. Tanto que, a partir da edição desta segunda-feira (27/4), anuncia a presença de correspondentes seus na China.
Xangai, o centro financeiro da China, foi a cidade mostrada nesta estreia. Definida como um misto de São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York, o correspondente se esforçou para demonstrar simpatia por esta metrópole incrível, que reúne o máximo do futurismo sem perder o compromisso com a tradição de mais de cinco mil anos da cultura chinesa.
Como na Globo as coisas são sempre enviesadas, a história da relação imperialista do Ocidente para com a China foi totalmente suavizada. Não se mencionou a Revolução Comunista de 1949, liderada por Mao Tsé-Tung, e nem a reforma patrocinada por Deng Xiaoping, nos anos 1980/90, que possibilitaram a China chegar onde chegou.
Da forma em que foi mostrado, parece que tudo aconteceu na China num passe de mágica. Faltou, sobretudo, o novo correspondente entrevistar a presidenta do importantíssimo Banco do BRICS, Dilma Rousseff, cuja sede é exatamente em Xangai.
Sem dúvida, Dilma teria muito o que dizer a partir de um efetivo olhar brasileiro sobre a China e sobre o novo mundo sem a hegemonia dos Estados Unidos.
Mas isso seria admitir que Dilma está no topo, enquanto a família Marinho, que esteve à frente do golpe que a derrubou em 2016, com o apoio do Tio Sam, desce a ladeira.
A propósito, você tem conhecimento sobre o tamanho da dívida do Grupo Globo?
Obs.: Título do Bem Blogado
Dica do Bem Blogado: Para quem quer conhecer um pouco mais da geografia e arquitetura de Xangai, o filme russo “Talentyo Extraordináerio, Prime Vídeo.







