Mais uma vez o regime Netanyahu exibe sua face mais cruel ao assassinar jornalistas da rede Al-Jazeera. Já se aproxima das duas centenas o número de profissionais de imprensa mortos pelas forças armadas israelenses.
Diversos militares que ocuparam função de comando em Israel, juntam-se aos que condenam os crimes perpetrados pelo governo de Netanyahu e pedem o fim dos horrores de uma guerra genocida.
Aos olhos do mundo, a população de Gaza vive holocausto equivalente ao que sofreram os judeus nos campos de concentração nazistas. É um horror interminável com objetivo declarado: o extermínio dos palestinos e a anexação de Gaza.
Mostrar o massacre dos palestinos, como fazem os jornalistas, torna-se insuportável para o governo israelense, que ataca e deliberadamente, covardemente, assassina jornalistas desarmados.
Internamente, censura os meios de comunicação para esconder da população de Israel o que acontece em Gaza. Persegue sistematicamente e tenta sufocar economicamente o jornal Haaretz, o mais antigo de Israel, que mantém linha de oposição ao governo.
É lamentável que a principal organização mundial, criada depois dos horrores do holocausto da Segunda Guerra, se mantenha de mãos atadas, pelo veto cúmplice dos Estados Unidos no Conselho de Segurança. E o mundo se mantenha inerte diante dos atos sanguinários em flagrante desrespeito à Declaração Universal dos Direitos Humanos e até aos códigos de guerra de proteção civis.
A Associação Brasileira de Imprensa não poderia e não tem ficado calada, mas é preciso mais. Juntos, organizações civis, governos nacionais, sociedade civil precisam que sua indignação se levante contra essa tragédia humanitária que é também uma tragédia da raça humana. Até quando?
Rio de Janeiro,12 de agosto de 2025
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA







