Redação – Veja os vídeos’ e conheça o Projeto Calanguinho. Tendo entre seus líderes o médico brasileiro formado em Cuba, Leandro Nascimento Bertoldi, o projeto de acordo com o profissional é a única Unidade de Saúde da Família do país com produção de mais de 100 espécies de fitoterápicos e alimentos orgânicos (sem veneno) com distribuição gratuita para a população periférica em risco social de Jequié-Bahia”.
Leandro Beroldi afirma que o Projeto Calanguinho, além de ser sustentável, com reciclagem, minhocultura (para produção de adubo orgânico), captação de água da chuva e dos ar condicionados, valorização da cultura e espécies locais, partilha justa, prevenção e educação e cuidado com o ser humano…
Um batalhador pela saúde popular, Leandro faz da Medicina uma verdadeira profkssão de fé: “Ser Médico não é só diagnosticar e tratar como todos fazem, mais também identificar e se aprofundar em problemas que a universidade deixou de lado. Neste caso, apresentamos alguns problemas como a alta utilização de agrotóxicos (nosso país é o maior consumidor do mundo, com média de 5,5 litros/pessoa/ano), falta de disponibilidade na periferia de alimentos e medicamentos, o impacto do dano ambiental na saúde humana, hábitos inadequados, entre outros… Mas como a prática é a mãe da verdade, demonstramos no dia a dia como se pode superar estas questões sem dinheiro, só com vontade e organização social. Se 40% de toda a medicação utilizada na Alemanha é fitoterápica, por que temos que abd icar nossa história e nossa soberania para dar grandes lucros a indústria farmacêutica? Dispomos de uma riqueza biológica com evidência científica de eficácia na saúde, que nem podemos quantificar.”
E Leandro finaliza: “Nosso projeto leva a sério as práticas integrativas e complementárias no SUS, assim como a universalidade, integralidade e equidade.
O Projeto Calanguinho é do SUS, o que prova que a saúde pública pode fazer diferente para e por todos. Projeto Calanguinho é mudança de comportamento e paradigmas.Aqui temos um SUS ativo, criativo e integral”.