Por Cláudio Lovato Filho, jornalista e escritor
Meu amigo Américo Vermelho se foi. Partiu. Foi embora de um jeito que combina muito com ele: depois de uma noite de sábado em companhia de amigos queridos, com música e dança. Depois dormiu e não acordou.
Nós nos conhecemos no início de 1993, na revista da Odebrecht. Foram muitas matérias Brasil e mundo afora até 2015, ano em que a publicação foi encerrada. Fomos parar até em Djibuti, no Chifre da África, em pleno Ramadã, e em Nova Orleans logo após o Katrina.
E teve muito mais. Depois disso, a parceria continuou em outras frentes. Entre elas, o futebol. Não que fosse muito a praia dele (que torcia não pelo Bonsucesso carioca, quase homônimo de sua cidade natal, Bom Sucesso, no Paraná, como cheguei a informar aqui e agora corrijo, mas pelo São Cristóvão).
Sabedor da minha paixão pelo mundo da bola, volta e meia me mandava fotos que ele fazia nas andanças pelo Rio e pelo mundo. As fotos sempre rendiam textos cuja escrita me proporcionou imenso prazer.
Tudo isso que se havia feito e vivido era matéria-prima para papos que varavam a madrugada nos bares da Praça São Salvador, em noitadas devidamente (des)organizadas pelo Washington Araújo, querido amigo em comum que me foi apresentado pelo Américo lá no início dos anos 2000.
O Américo se sentia em casa. E estava. O paranaense mais carioca que já existiu. Vou ficando por aqui. Nada de palavras dramáticas, porque isso de jeito nenhum combinaria com o Américo, um cara de espírito festivo, leve, feliz.
Encerro esta modesta homenagem deixando aqui algumas fotos desse (e com esse) grande fotógrafo, grande artista, grande amigo chamado Américo Vermelho. Vai em paz, mano velho.
Que privilégio, que sorte, que bênção termos nos encontrado naquele começo de 1993, lá no prédio da Voluntários da Pátria, em Botafogo. Sentiremos muito a tua falta, pode ter certeza disso.












