Por René Ruschel, jornalista
Bolsonaro não está sendo torturado. Está sendo tratado dentro dos limites da lei e isso é tudo o que se deve esperar em uma democracia.
A transferência do ex-capitão para a Papudinha revelou o jogo de manipulação por parte de seus filhos, Flávio e Carlos, que tentaram transforma-lo em uma vítima de um sistema opressor.
A narrativa, repetida à exaustão, é a de que as condições de sua prisão são tão duras quanto às de traficantes, ou até piores. Mas a realidade está longe disso, e é preciso desmontar essa falácia.
Bolsonaro é um réu, e como tal deve cumprir as penas determinadas pela Justiça. Sua prisão não é uma tortura, nem opressão de um regime ditatorial, como querem fazer crer os filhos.
A comparação com os tempos da ditadura militar é não só desonesta, mas um verdadeiro insulto à memória de quem realmente sofreu nas mãos dos torturadores da época.
O coronel Carlos Brilhante Ustra, ídolo da família Bolsonaro, foi um dos maiores responsáveis por esse sofrimento. Ele não era um herói, mas um torturador que fazia das vítimas de um regime autoritário seres sub-humanos, sem voz, sem direito à dignidade.
Dilma Rousseff, Miriam Leitão, Rubens Paiva e tantos outros foram vítimas dessa crueldade. A eles, a possibilidade de leitura, de visitação religiosa ou até mesmo de um atendimento médico minimamente decente foi negada.
Bolsonaro, em sua prisão, tem acesso a banho quente, alimentação adequada, atendimento médico e psicológico, além de visitas religiosas.
Dois pastores foram autorizados a visitá-lo, um privilégio que muitos presos não têm. A comparação com os horrores da ditadura é uma manipulação grotesca.
A remição de pena por leitura de livros, concedida a Bolsonaro, é outro ponto que desmantela a narrativa de sofrimento. Durante a ditadura, os presos políticos eram mantidos sem julgamento e sem qualquer chance de reparação.
Não podiam sequer expressar suas ideias ou se educar. Bolsonaro, no entanto, tem a oportunidade de crescer intelectualmente fazendo resenhas de livros. Isso não é tortura.
O pedido de prisão domiciliar também foi rejeitado por Moraes, pois não havia qualquer prova de que Bolsonaro necessitasse de um tratamento diferenciado.
Ele está cumprindo sua pena de acordo com a lei, e isso é algo que qualquer cidadão deveria aceitar como parte do processo judicial.
Não há vitimização, mas a aplicação da justiça, que deve ser igual para todos, independentemente do cargo que ocuparam.
As tentativas de transforma-lo em vítima são uma distorção perigosa da realidade. Ele é um réu e a prisão é consequência de suas ações enquanto presidente.
Compará-lo àqueles que sofreram de verdade nas mãos do regime militar não é apenas um erro histórico, mas uma forma de desinformar a sociedade.
Bolsonaro não está sendo torturado. Está sendo tratado dentro dos limites da lei e isso é tudo o que se deve esperar em uma democracia.







