Por José Sérgio Rocha, jornalista –
Bolsonaro diariamente mede forças com dois Poderes onde tem aliados. É como praticar um esporte radical. Ofende não só estes Poderes como a Sociedade Civil, as pessoas de bem, os partidos de esquerda e os partidos adversários destes, e até mesmo a moral e os bons costumes.
Ofende até mesmo setores responsáveis das Forças Armadas, que, a julgar pelas reações de pelo menos dois generais – um ex-ministro de seu governo desastroso, outro parlamentar do partido que criou e está abandonando à própria sorte – perderam a confiança em sua gestão, nas escolhas que faz e até mesmo na sanidade mental do tenente desequilibrado que ameaçou usar bombas para mandar pelos ares o próprio quartel.
Até hoje tais excessos foram tolerados e até estimulados pela militância estúpida que o cerca. Recebidos como galhofas daquele que foi perdoado pelos superiores que o julgaram no tempo do quartel.
Esperto como são, em muitos casos, os sociopatas, o tenente reformado como capitão entrou para a política e passou muitos anos em bancadas do baixo clero sem propor nada que prestasse.
Inesperadamente, alcançou a Presidência, cercando-se de ministros bizarros, corruptos e dóceis, envolvendo até os próprios filhos, que se comportaram como os de suas aliás.
Uma gestão que empobrece e envergonha o Brasil, que, em seu “governo”, perdeu o status de nação emergente, voltando à vala comum daquilo que chamavam antigamente de Terceiro Mundo.
A última medição de força foi convocar seus adeptos para uma manifestação “singela”: o tenente amalucado que cismara, um dia, de explodir bombas no banheiro do próprio quartel, agora propõe o fechamento do Congresso Nacional.
Já existem provas deste crime de responsabilidade. Pelo menos dois deputados do PSL confirmaram o recebimento.
Nada mais falta para dar início ao processo de impeachment. Bolsonaro é um caso perdido.