Brasileiros sequestrados por Israel são libertados na Jordânia

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Grupo de ativistas da Flotilha Global Sumud, que levava ajuda humanitária a Gaza, estava preso desde 1º de outubro; Itamaraty conduziu a libertação dos 13 brasileiros

Por Murilo da Silva, compartilhado de Vermelho




Foto: Ativistas brasileiros soltos. Foto: Divulgação/Global Sumud Flotilla

Os 13 brasileiros “sequestrados em águas internacionais” por Israel foram libertados nesta terça-feira (7). De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, após negociações conduzidas pelo governo brasileiro, o grupo que estava na Flotilha Global Sumud foi conduzido até a fronteira com a Jordânia, onde foram recebidos por diplomatas das embaixadas brasileiras em Tel Aviv e em Amã.

Entre os brasileiros que foram detidos de forma ilegal há seis dias, uma vez que a flotilha estava em águas internacionais, constam a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e o ativista Thiago Ávila, que em junho também foi preso por Israel quando participava da Flotilha da Liberdade. Na ocasião, os ativistas que levavam ajuda humanitária a Gaza foram abordados e tratados de forma violenta e ameaçadora, em situação análoga à tortura.

Nesta nova ação humanitária, a situação voltou a se repetir. Relatos dão conta de que os ativistas presos sofreram violência e tiveram que lidar com condições degradantes e abusos físicos.

Os outros brasileiros soltos, justamente na data em que se completam dois anos exatos de guerra, são: Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa (dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da USP), Mariana Conti (vereadora de Campinas pelo Psol-SP), Ariadne Telles, Mansur Peixoto, Gabriele Tolotti (presidenta do Psol-RS), Mohamad El Kadri, Lucas Gusmão, João Aguiar e Miguel Castro.

Antes deles, o argentino-brasileiro Nicolás Calabrese já havia sido solto. Ele chegou no Rio de Janeiro (RJ) na segunda-feira (6), ocasião em que revelou os maus-tratos e comparou o tratamento dispensado pelos israelenses ao terrorismo.

Também na segunda, a ativista sueca Greta Thunberg foi solta junto a outras 170 pessoas de diferentes nacionalidades.

Como destacou o governo brasileiro, é fundamental que a comunidade internacional exija de Israel o fim do bloqueio que impede a entrada de ajuda humanitária em Gaza.

“A Flotilha Global Sumud, integrada por mais de 40 embarcações e 420 ativistas de diferentes nacionalidades, tinha caráter pacífico e tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza quando foi interceptada em águas internacionais por forças militares do Estado de Israel. O Brasil conclama a comunidade internacional a exigir de Israel a cessação do bloqueio a Gaza, por constituir grave violação ao direito internacional humanitário”, disse o Itamaraty.

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