Segundo o Itamaraty, a conversa foi positiva e os governos devem ter reuniões bilaterais em breve
Foto: Ministro de Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, abre a Reunião de Chanceleres da Presidência brasileira do BRICS - Fernando Frazão/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, falou por telefone com o Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta quinta-feira (9), encaminhando uma reunião diplomática para tratar das questões econômicas e comerciais entre os países.
“Na ocasião, após diálogo muito positivo sobre a agenda bilateral, acordaram que equipes de ambos os governos manterão reunião proximamente em Washington, em data a ser definida, para dar seguimento ao tratamento das questões econômico-comerciais entre os dois países, conforme definido pelos presidentes”, diz a nota do ministério.
A conversa ocorre em seguida ao telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrida na última segunda-feira (6), desdobramento do encontro deles na Assembleia Geral da ONU, ocorrida em setembro. “O Secretário de Estado convidou o Ministro Mauro Vieira para que integre a delegação, de modo a permitir uma reunião presencial entre ambos, para tratar dos temas prioritários da relação entre o Brasil e os Estados Unidos”, prossegue a nota.
Ainda não há data definida para a reunião ocorrer.
O presidente Lula também comentou a conversa entre Mauro Vieira e Marco Rubio, nesta quinta-feira (9), destacando que o maior interesse brasileiro é o entendimento com o governo dos Estados Unidos.
“A pessoa que ele [Trump] indicou, que é o secretário de Estado Marco Rubio, ligou para o meu ministro Mauro Vieira. Talvez comecem a ter conversa a partir de agora. E vamos ver se a gente consegue se acertar, porque o Brasil não quer briga com os Estados Unidos”, disse Lula, em entrevista à rádio Piatã FM, da Bahia.
Na segunda-feira, Rubio foi anunciado como negociador principal dos Estados Unidos para o Brasil. O Secretário de Estado estadunidense enxerga o governo brasileiro como uma ameaça socialista. Mas, tendo sido encarregado de negociar as tarifas de exportações brasileiras para os EUA com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, deve seguir as orientações de Trump, segundo analistas estadunidenses ouvidos pelo Brasil de Fato.
Editado por: Nathallia Fonseca







