Cerimônia realizada neste sábado (16/8) em Aimorés, cidade natal do fotógrafo e ativista ambiental mineiro, emocionou familiares, amigos e autoridades
Por Daniel Barbosa, compartilhado de Estado de Minas
Foto: A viúva Lélia Salgado disse, na cerimônia deste sábado (16/8), que a peroba adubada com as cinzas de Sebastião Salgado será a mais alta do Instituto Terracrédito: Afonso Borges/acervo pessoal
Sebastião Salgado se integrou à natureza – desta vez, literalmente. Em cerimônia realizada neste sábado (16/8) no Instituto Terra, que fundou em 1998 com a esposa, Lélia Wanick Salgado, em Aimorés (MG), as cinzas do fotógrafo foram depositadas na cova que recebeu muda de peroba, ao som de “Cálice”.
A canção de Gilberto Gil e Chico Buarque foi composta durante a ditadura militar, que obrigou o casal Salgado a deixar o Brasil nos anos 1960.
Centenas de pessoas acompanharam a despedida de um dos maiores fotógrafos do mundo, ativista ambiental que transformou a área degradada da fazenda da família na floresta que hoje tem mais de 3,5 milhões de árvores. Cerca de 2 mil ha foram recuperados pelo casal Salgado. O fotógrafo morreu em maio, em Paris, vítima de leucemia. Ele tinha 81 anos.







