Secretário de Estado norte-americano alegou que governo cubano negou oferta de ajuda humanitária um dia após Washington impor novas sanções contra ilha
Compartilhado da Redação Opera Mundi
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, classificou as declarações do secretário de Estado norte-americano Marco Rubio como “cínicas, hipócritas e mendazes” por alegar que deseja auxiliar o povo local. “As ações que ele concebe, promove em nome do governo dos EUA e submete à consideração de seu presidente, baseadas em sua agenda pessoal, são claramente destinadas a causar o maior dano possível às famílias e ao povo cubano, sem qualquer desculpa”, criticou.
A declaração é feita no contexto da ampliação das sanções dos Estados Unidos contra a ilha, mirando, desta vez, seu aparato militar e industrial. De acordo com a autoridade cubana, Rubio, que anteriormente alegou que o país caribenho não sofre de um bloqueio petrolífero, “usa como pretexto as calúnias, as mentiras óbvias e a ilusão de que conseguiu enganar aqueles que o escutam”.
“A agressão dos EUA contra Cuba é um castigo coletivo de natureza genocida que condena todo o país e o usa como refém com o propósito de dominá-lo. O mundo não permitirá que isso aconteça e está se mobilizando”, concluiu.
The statements made by the US Secretary of State are cynical, hypocritical and mendacious when claiming that he wants to help the Cuban people.
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) May 7, 2026
The actions he designs, promotes on behalf of the #US government and submits to the consideration of his President, based on his… pic.twitter.com/Dqnk4zOP6e
Nesta sexta-feira (0/05), o chefe da diplomacia dos Estados Unidos voltou a atacar Cuba ao acusar seu governo por supostamente ter recusado US$ 100 milhões (R$ 490 milhões) em ajuda humanitária oferecida pela gestão do presidente Donald Trump. A fala se deu em Roma, onde o secretário realiza uma agenda oficial com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. No dia anterior, ele discutiu a situação da ilha em seu encontro com o papa Leão 14.
“Nós fornecemos US$ 6 milhões (R$ 29 milhões) em ajudas humanitárias americanas a Cuba, distribuídos por meio da Cáritas, agência da Igreja Católica. Mas estamos prontos para fazer mais”, disse na coletiva concedida na Embaixada dos Estados Unidos em Roma. “Na verdade, oferecemos ao regime cubano US$ 100 milhões em ajudas humanitárias. Infelizmente, até agora eles não aceitaram distribui-las para o povo cubano”.
O governo de Donald Trump vem reforçando o cerco econômico a Cuba para enfraquecer a gestão do presidente Miguel Díaz-Canel, enquanto o país caribenho enfrenta uma grave crise energética e humanitária, com recorrentes blecautes e carência de itens básicos.
Nesta mesma sexta-feira, o chanceler cubano Rodríguez reiterou que os relatores especiais do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) exigiram de Washington o fim do cerco energético à nação caribenha, tratando-se de uma medida ilegal.
“Os especialistas transmitiram suas preocupações ao governo dos EUA e solicitou esclarecimentos sobre a base legal e factual da ordem executiva, bem como informações sobre medidas tomadas para mitigar seus impactos negativos em direitos humanos”, escreveu na plataforma X.
Relatores Especiales del Consejo de Derechos Humanos de Naciones Unidas demandaron a Estados Unidos el cese del cerco energético contra #Cuba, por ser ilegal y violar los #DDHH del pueblo cubano.
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) May 8, 2026
Los expertos trasladaron sus preocupaciones al Gobierno de #EEUU y solicitaron… pic.twitter.com/CBc8Gu44S5
(*) Com Ansa







