É hora de nos indignarmos, de lutar pelas nossas vidas, sair do silêncio, dizer não ao retrocesso, não à ditadura

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Por Mauro Motoryn, publictário, do Grupo “Não vamos nos calar!!”

 

Vivemos um momento único, terrível, dramático.




Nos próximos meses seremos líderes em número de casos e mortes causados pela covid-19.

Morrem negros, morrem brancos, mas morrem principalmente os desassistidos. Morrem no silêncio e no silêncio continuamos vivos.

Quando perdemos a capacidade de nos indignarmos, frente a atrocidades cometidas contra outros, perdemos o direito de nos considerar seres humanos civilizados.

Ruas do mundo estão tomadas pela resistência e luta contra o racismo, contra regimes discricionários.

Políticas públicas equivocadas, descaso das lideranças políticas e desrespeito à vida nos levaram ao descrédito, ao medo, à falta de esperança.

Lideranças mundiais, mídia e organismos internacionais sérios veem nossos governantes com preocupação pela posição que ocupamos na América Latina.

O desrespeito à China, à França, aos países da América do Sul, compromete nossa imagem, nosso comércio, nossa dignidade.

Se essa pandemia não bastasse, outra doença nos ataca de maneira rápida e virulenta. Ela não advém somente da onda conservadora presente em países importantes e que insistem em impor sua liderança.

No Brasil, esse conservadorismo nasceu da desesperança, do fanatismo inconsequente, da inexistência de oportunidades, do abandono de políticas públicas inclusivas, do nosso silêncio, da falta da discussão política consequente, da falta de alternativa.

A usurpação da bandeira nacional, das nossas cores, associada a um discurso sem conteúdo que incentiva o confronto, nos leva à morte rápida dos valores que constroem uma sociedade justa e fraterna.

Vivemos o fascismo.

A educação foi abandonada e entregue a políticos corruptos, comandada por fanáticos que também propõem confronto com o Supremo Tribunal Federal.

Políticas ambientais são comandadas por um incompetente que propõe agir às escondidas para aprovar projetos de interesse de seu grupo de apoiadores.

Somos criticados pelo mundo, somos objeto de escárnio.

Quando nos referimos à cidadania, aos direitos humanos e à diversidade, somos defrontados com discursos sectários, intolerantes.

Este desgoverno pratica a perseguição permanente às populações negra e indígena. O que significa falta de oportunidades, dificuldades de acesso à educação, o assassinato da esperança.

Impera o desrespeito à pluralidade, à diversidade, a uma sociedade que quer avançar em um país governado pelo retrocesso.

O abandono da cultura, da tecnologia e da pesquisa condena o país
à dependência externa, nos conduz ao atraso.

Não há política econômica, mas sim um porta-voz do mercado perdido em reformas que não leva o país a qualquer avanço. Ao contrário, nos faz regredir, nos condena a uma paralisia econômica cuja tendência é nos conduzir a um fosso social extremamente cruel, perigoso.

Planos econômicos precisam de credibilidade política para se viabilizarem. Ataques diários à imprensa, a incontinência verbal, o desrespeito ao contraditório, o incentivo às manifestações de intolerância, a ignorância e não alinhamento com o saber científico leva à reflexão: qual é o futuro do país?

Nosso futuro não pode ser subjugado por uma Secom comprometida e financiadora de fake news ou por um gabinete e governo movidos pelo ódio.

Bolsonaro sintetiza este momento, tendências psicopatas levadas ao limite nos conduz à ditadura.

Sua ação apoiada em políticas de confronto àqueles que são contra seu modus operandi nos levam
a um risco temerário. Arma a população, aparelha e insufla suas milícias com munição, acoberta suas ações com aparelhamento do Estado.

Mais que isso, quer a guerra, militariza sua gestão. E nós estamos quietos.

O Brasil não é de uma família, não é de uma facção, o Brasil é dos brasileiros, queremos recuperar o que é nosso.

Mas a nação que se mantém calada revela outra questão. Os partidos políticos preferem se render a calendários eleitorais a construir propostas alternativas para a sociedade.

Com comunicação ultrapassada, não entendem o mundo em que vivemos, perderam espaço nas redes sociais e só agora tomam consciência do que elas representam.

Temos assinado manifestos, mas isso não BASTA.

Precisamos propor à sociedade um objetivo. Não nos BASTA a denúncia.

Vamos JUNTOS, mas queremos RESPEITO, sem oportunismos.

Novas lideranças surgiram, falam com milhões de seguidores e constroem um universo paralelo que pode e deve ser motivado.

Vamos parar o BRASIL, vamos tomar conta das REDES.

É HORA DO BRASIL sair do silêncio, construir uma FRENTE popular, democrática, que reúna todos os setores da sociedade para dar um BASTA no descalabro que assola o país.

É HORA DO BRASIL alertar os partidos políticos que integrarem esta FRENTE. Precisamos DEFENDER a Democracia, DEFENDER a Constituição, RESPEITAR a independência dos Poderes, COMBATER o fascismo.

É HORA DO BRASIL agregar novas lideranças para que sejam porta-vozes de uma mudança de valores, mudança de paradigmas.

É HORA de nos indignarmos.

É HORA de lutar pelas nossas vidas.

É HORA DO BRASIL sair do silêncio e mudar a realidade.

É HORA DO BRASIL dizer não ao retrocesso, não à Ditadura.

CHEGOU A HORA DE DIZER “NÃO, BOLSONARO”, O BRASIL É DOS BRASILEIROS.

#ninguemvainoscalar
#fascismonunca

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