Ela não aparece na pesquisa, mas é rival mais forte de Lula

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Ao contrário de 2022, quando avisou que não se meteria na eleição, a representante trumpista vai tocar o terror contra a Democracia

Por Xico Sá, compartilhado de ICL




Ela não consta nas pesquisas eleitorais do momento, mas o seu nome é o mais forte entre todos os adversários de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 2026.

Ela é tão inelegível, na prática, quanto Jair Bolsonaro, porém tem o poder de ação nos bastidores da geopolítica que nem o próprio Lula possui.

Ela comunicou, oficialmente, que não se meteria nas eleições brasileiras em 2022. Ela deu até um pito no ex-presidente, aconselhando a não questionar o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas.

Ela é poderosa e tem uma imensa folha de serviços prestados na arte de apunhalar democracias na América Latina. No currículo, o golpe de 1964, dobradinha com Sérgio Moro na Lava Jato e a ajuda na trama que derrubou Dilma — ah, o pré-sal da Baixada Santista, que bênção!

A danada é conhecida singelamente como CIA, a central de inteligência americana.

Sorrateira, ela está sempre entre nós, com espionagens dignas de Brigitte Monfort (a espiã erótica dos livrinhos de banca da coleção ZZ7) e manipulações capazes de estragos federais.

Embora prefira a discrição da moita, ela tem sido muito comentada nos programas do ICL Notícias.

Esta semana rimos, gargalhamos de nervosos na companhia do jornalista José Arbex, ao falar sobre a distinta dama. Arbex a conhece, historicamente, como poucos. “A CIA já está entre nós”, advertiu. “Bolsonaro, Malafaia… essa é a fofoca da coisa, o jogo pesado é outro”.

Desta vez, nem esperou a campanha eleitoral, o governo Donald Trump tem pressa em semear a instabilidade política na região o mais rápido possível. Com o bloco dos Brics, urge a tentativa de retomar o “fazendão” mais cobiçado, onde rumina o gado sobre as “terras raras”.

No nosso mesmo noticiário do ICL, James Green, historiador estadunidense que mais conhece sobre intervenções dos EUA no Brasil, disse ter certeza da presença ameaçadora da CIA na disputa eleitoral brasileira. Mais forte do que em qualquer outra temporada.

Desta vez, sinto muito, não teremos o William Burns, diretor da agência na gestão Joe Biden, para comunicar que os eleitores brasileiros podem dormir tranquilos. O tarifaço trumpista foi só um aperitivo.

Adoraria que tudo isso não passasse de uma teoria de um viciado em conspirações. Ao contrário, é uma crônica anunciada de obviedades. O inimigo externo é o grande adversário de Lula em 2026.

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