Em show surpresa, Bruce Springsteen ataca Trump e homenageia mulher morta em Minneapolis

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Cantor criticou governo Trump, citou “táticas de Gestapo” e dedicou “The Promised Land” a Renee Good

Do The New York Times, compartilhado de O Globo




Bruce Springsteen
Bruce Springsteen — Foto: Reprodução/Instagram

Bruce Springsteen denunciou o envio de agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) do governo Trump a cidades de todo os Estados Unidos e dedicou uma música a Renee Good, a mulher morta recentemente por um agente do ICE em Minneapolis, durante uma apresentação surpresa realizada no sábado em Nova Jersey.

Ao aparecer no Light of Day Winterfest, em Red Bank, Nova Jersey, Springsteen disse à plateia: “Estamos vivendo tempos incrivelmente críticos. Os Estados Unidos, os ideais e os valores que defenderam ao longo dos últimos 250 anos estão sendo testados como nunca haviam sido nos tempos modernos”, segundo vídeos que circularam online.

Ele acrescentou: “Se você acredita no poder da lei e que ninguém está acima dela, se você se opõe a tropas federais fortemente armadas invadindo uma cidade americana e usando táticas de Gestapo contra nossos concidadãos, se você acredita que não merece ser assassinado por exercer seu direito americano de protestar, então mande uma mensagem a este presidente.”

Springsteen prosseguiu citando o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, que havia usado um palavrão para mandar o ICE deixar a cidade. Em seguida, ele dedicou a música “The Promised Land”, que fala sobre um jovem da classe trabalhadora que luta por um futuro melhor, a Good.

“Esta é para você e para a memória da mãe de três filhos e cidadã americana Renee Good”, disse ele à plateia.

Abigail Jackson, porta-voz da Casa Branca, afirmou em nota no domingo que ninguém se importava com as “más opiniões políticas” de Springsteen.

“Se ele realmente acreditasse no poder da lei”, disse ela, “entenderia que criminosos estrangeiros em situação ilegal devem ser deportados, que atrapalhar operações federais de aplicação da lei é crime e que agentes têm o direito de agir em legítima defesa se um indivíduo estiver usando seu carro como uma arma mortal.”

Good foi morta a tiros por um agente do ICE, Jonathan Ross, em 7 de janeiro, em Minneapolis. Ross estava posicionado próximo à parte dianteira do carro de Good e disparou sua arma depois que ela avançou em sua direção e, em seguida, virou para a direita. O presidente Donald Trump e autoridades do governo afirmaram que Good havia “transformado seu veículo em uma arma” contra o agente.

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