“Impor tais medidas em resposta a tensões políticas mais amplas corre o risco de causar danos reais a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos”, diz a Câmara de Comércio dos EUA.

Por Plinio Teodoro, compartilhado de Fórum
Em comunicado conjunto com a Câmara de Comércio Americana no Brasil (AmCham Brasil), divulgado nesta terça-feira (15), a Câmara de Comércio dos EUA, entidade que representa os empresários estadunidenses, pressiona o governo Donald Trump para não levar adiante as ameaças de taxar em 50% os produtos brasileiros importados pelo país da América do norte.
No texto, as duas entidades representativas – que têm um histórico de relações que remete à 1919 – pedem que “os governos americano e brasileiro que se envolvam em negociações de alto nível para evitar a implementação de tarifas prejudiciais”.
“Impor tais medidas em resposta a tensões políticas mais amplas corre o risco de causar danos reais a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos e estabelece um precedente preocupante”, diz o texto.
A nota ainda fala do impacto da taxação aos consumidores dos EUA, que podem sentir falta de suprimentos essenciais – como o suco de laranja importado do Brasil – e inflação nos produtos.
“A tarifa proposta de 50% impactaria produtos essenciais para as cadeias de suprimentos e os consumidores dos EUA, aumentando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade das principais indústrias americanas”, diz o texto.
Segundo a Câmara de Comércio dos EUA, “mais de 6.500 pequenas empresas nos EUA dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas americanas empresas investem no país”.
“O Brasil é um dos 10 principais mercados para as exportações dos EUA e o destino de quase US$ 60 bilhões em bens e serviços americanos todos os anos. Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias do Hemisfério beneficia os consumidores e sustenta empregos e a prosperidade mútua”, diz.
“A Câmara dos EUA e a AmCham Brasil estão prontas para apoiar os esforços que conduzam a uma solução negociada, pragmática e construtiva — uma que evite a escalada e garanta um comércio contínuo e mutuamente benéfico”, conclui o texto.







