Por Walter Falceta, jornalista
Por Douglas Renato Scheeffer Zwarg, de 39 anos, foi baleado e morto durante abordagem da GCM na noite de ontem, ao lado do Parque Ibirapuera.
Ele foi baleado enquanto pedalava uma bicicleta elétrica após um dia intenso de trabalho. Segundo a família, ele voltava para casa com uma pizza que levaria para jantar com a esposa e os filhos.
Douglas deixa três filhos: duas filhas, de 18 e 10 anos, e um bebê de 4 meses. De acordo com a família, ele trabalhava em dois empregos, era um pai presente, dedicado e não tinha antecedentes criminais.
A justificativa dos GCMs é frágil, senão absurda. Eles teriam confundido o entregador com ladrões que estariam atuando na região utilizando bicicletas.
Durante a abordagem, o entregador teria se desequilibrado, colidido com a viatura e caído. Nesse momento, o subinspetor Reginaldo Alves Feitosa afirmou que houve um disparo acidental da arma.
O autor do disparo já havia respondido a outros processos na Justiça, incluindo uma prisão em flagrante por tentativa de homicídio, em 2003.
Ele chegou a ser preso em flagrante, suspeito de homicído culposo (quando não há intenção de matar) mas pagou fiança de R$ 2 mil e foi solto. Ele já respondeu a um processo por tentativa de homícido em 2003.
Em 2009, também respondeu a um processo no Juizado Especial Criminal e foi investigado por constrangimento ilegal, abuso de autoridade e discriminação contra pessoa idosa.
Todos os casos foram arquivados.
Além disso, segundo registros oficiais, ele recebeu uma repreensão disciplinar 11 dias antes da ocorrência.
Guardas civis metropolitanos de São Paulo não utilizam câmeras corporais.
Essa é a polícia de Ricardo Nunes, outro bolsonarista de carteirinha. Segue a temporada de extermínio de proletárias e proletários no bozonaristão.
E não se esqueça. De novo, quem puxou o gatilho que matou esse pai de família foi você, que votou no atual prefeito. Tem as suas digitais na arma do crime.







