Este caramanchão de nióbio, minha prisão

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Atenção senhor passageiro: próxima parada, Papuda.

Por Hugo Souza, compartilhado de Come Ananás




Foto: São Paul, 25 de julho: pessoa com fantasia de Jair Bolsonaro e Donald Trump participam de ato pela Soberania do Brasil, na Faculdade de Direito da USP (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil).

Leitora, leitor, a parada é a seguinte: Jair Bolsonaro está preso, ainda que em casa, após descumprir reiteradamente as medidas cautelares impostas a ele por financiar a conspiração do seu filho Eduardo com potência estrangeira contra o Brasil, entre outros crimes.

E na penúltima das 25 páginas da decisão desta segunda-feira, 4, Alexandre de Moraes informa a próxima parada do ex-presidente: “o descumprimento das regras da prisão domiciliar ou de qualquer uma das cautelares implicará na sua revogação e na decretação imediata da prisão preventiva”.

E tem gente que, para não ter que descer na próxima parada, até oferece a potência estrangeira os minerais críticos do Brasil, como seria de se esperar de gente que há não muito tempo – lembra? – fazia live de dentro do Palácio para vender bijuteria de nióbio.

Agora, parafraseando Coleridge, “este caramanchão de nióbio, minha prisão”.

Não é belo, não é recatado, mas Jair Bolsonaro agora, quem diria, é do lar.

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