Abaixo, depoimento da presidenta da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos sobre o livro “O congresso dos desaparecidos, de B. Kucinski
Compartilhado da Alameda Casa Editorial
Por Eugênia Augusta Gonzaga, presidenta da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos
Embarquei hoje pela manhã no voo para Natal com o coração apertado. A prisão de um presidente por outro fez aprofundar meus medos sobre o futuro de nosso país e do mundo.

Porém, por sorte, trouxe comigo o livro O congresso dos desaparecidos, de Bernardo Kuncinski. Devorei.
Ele me fez emocionar, rir e me surpreender a cada capitulo. Desembarquei com a esperança de que, por pior que seja o “surto facista” (como ele chama), sempre teremos “a força inaudita dos espectros” que lutaram por liberdade e por justiça social e que não serão “desaparecidos” (termo que não é só particípio passado, mas também substantivo que vem do verbo desaparecer, o qual precisa ser conjugado como transitivo direto!).
Obrigada pela aula, Bernardo Kunciski.






