Compartilhado do Diário do Porto
Família de João Cândido entra na Justiça contra a União após fala de comandante da Marinha, publica o jornal O Globo.
O QUE ACONTECEU
A família de João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata, abriu um novo processo contra a União.• A ação foi apresentada na Justiça Federal do Rio• O pedido é por reparação relacionada à memória do “Almirante Negro”• O caso está na 11ª Vara Federal
CONTEXTO
João Cândido liderou, em 1910, a Revolta da Chibata, movimento contra os castigos físicos aplicados a marinheiros — em sua maioria negros. Eles eram chicoteados como punição, prática que já tinha sido abandonada na maioria das forças armadas de outros países, mas que continuava sendo praticada no Brasil.
O episódio é considerado um marco na luta contra práticas de tortura na Marinha brasileira.A ação é movida por Adalberto do Nascimento Cândido, de 86 anos, filho caçula do líder histórico.
MOTIVAÇÃO
O processo questiona declarações do comandante da Marinha, Marcos Olsen.Segundo a família, um ofício subscrito por ele e enviado à Câmara dos Deputados em 2024:• Classificou a Revolta da Chibata como “deplorável”• Descreveu os marinheiros como “abjetos”• Apontou a conduta de João Cândido como “reprovável”Para os advogados, as falas atingem a honra e a reputação do líder e do movimento.
O QUE PEDE A AÇÃO
A defesa afirma que o objetivo é reparar uma “injustiça histórica”.• A família pede o cumprimento integral de leis que reconheceram a anistia de João Cândido• Também busca reparação por danos à imagem do líder
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