Fontes de Daniela Lima dizem que é leviano atribuir pressão de Moraes a Galípolo no caso Master

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Reportagem da jornalista do Uol confronta alarde criado por Malu Gaspar, d’O Globo, que acusa Moraes de fazer pressão sobre Galípolo sobre Banco Master. Pedro Serrano alerta para guerra de narrativas com fontes sigilosas sobre o caso.

Por: Plinio Teodoro, compartilhado de Fórum




– Alexandre de Moraes (Gustavo Moreno/STF)

Apuração da jornalista Daniela Lima, divulgada pelo portal Uol nesta terça-feira (23), minimiza o alarde criado pela colega Malu Gaspar, do jornal O Globo, que no dia anterior afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria conversado por telefone e se encontrado ao menos uma vez com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, “para fazer pressão em favor do Banco Master”.

Segundo fontes ouvidas pela jornalista do Uol, as conversas entre Moraes e Galípolo “tinham como tema central a aplicação da lei Magnitsky sobre o magistrado, sua esposa e os negócios da família, além do impacto da sanção sobre os bancos que prestavam algum tipo de serviço a eles”.

De acordo com esses interlocutores “seria leviano” dizer que houve pressão de Moraes sobre Galípolo em favor de Daniel Vorcaro, do Banco Master, enquanto “o ministro e sua família viviam um cerco financeiro protagonizado pelos Estados Unidos”.

Na mesma linha, o jurista Pedro Serrano, professor de Direito Constitucional da Puc São Paulo, afirma na rede X que “o caso do Ministro Alexandre tem de ser visto com calma”.

“Galipolo negou que tenha tratado de algo relativo ao Banco Master com o Ministro. Vamos com calma, somos do direito, o Ministro é muito alvo. Se for verdade, o que imputam a ele é grave. Se não for também, imensa falta de ética e ofensa à honra e à democracia. Sugiro que devemos manter atenção ao que é apurado de fato. É um ministro do Supremo que enfrentou muito por conta da defesa da democracia. Moderação é o que temos de seguir por hora”, afirma Serrano.

O jurista ainda alerta para a guerra de narrativas criada pelos dois veículos da mídia liberal em torno do caso, baseadas em informações ditas em off – off records, jargão jornalístico para dar sigilo à fonte.

“Sem condenações a priori. Esse lance de fontes sigilosas que causam notícias que destroem e vendem muito já vivi. Em geral há imensa fraude do real”, diz Serrano.

Segundo a própria Malu Gaspar, a apuração se baseia em fontes do Banco Central, que ainda tem diretores remanescentes da gestão Jair Bolsonaro (PL), inimigo declarado de Alexandre de Moraes.

Indicados pelo ex-presidente, os diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diogo Guillen, avisaram Galípolo que deixarão seus cargos no final deste ano, quando terminam seus mandatos.

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