Colaborador é morto durante ação de retirada de invasores no Pará
Por Rafaela Leal, compartilhado de Pensa Piauí
Foto: Terra Indígena Apyterewa (PA)
Um colaborador do Ibama foi morto a tiros durante uma operação em terra indígena no sudeste do Pará. A equipe sofreu uma emboscada enquanto cumpria decisão do STF para retirar invasores. A ação ocorria na Terra Indígena Apyterewa, a cerca de 1.100 km de Belém. O homem, que prestava apoio como vaqueiro, chegou a ser socorrido, mas não resistiu. A operação envolvia diversos órgãos federais e estaduais no combate a atividades ilegais.
O que aconteceu
Um colaborador do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi assassinado nesta segunda-feira (15) durante uma operação na Terra Indígena Apyterewa, no sudeste do Pará. A equipe da qual ele fazia parte foi alvo de uma emboscada enquanto executava uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinava a retirada de invasores e a apreensão de gado criado ilegalmente na área.
A vítima, identificada como um vaqueiro que prestava apoio à ação, foi atingida por disparos e socorrida de helicóptero até um hospital em São Félix do Xingu. Apesar do atendimento, ele não resistiu aos ferimentos. O Ibama informou que o crime será investigado para identificar e responsabilizar os autores do ataque.
A operação integra o cumprimento da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, proposta em 2020 pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). A medida prevê a desintrusão de terras indígenas já demarcadas, incluindo oito territórios em diferentes regiões do país.
Além do Ibama, participaram da força-tarefa o Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, a Abin, a Força Nacional, as polícias Civil e Militar e a Agência de Defesa Agropecuária do Pará. O objetivo era garantir o cumprimento da decisão judicial e coibir atividades ilegais.
Dados do Ministério Público Federal indicam que, entre 2012 e 2022, fazendas do Pará adquiriram cerca de 47,2 mil cabeças de gado criadas ilegalmente na TI Apyterewa, movimentando mais de R$ 130 milhões. A área, com cerca de 773 mil hectares, abriga aproximadamente 1,3 mil indígenas Parakanã e foi a mais desmatada da Amazônia Legal entre 2019 e 2022.






