Governo Bolsonaro não tributa bancos e grandes fortunas, mas quer taxar livros

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Por Carlos Vasconcellos, compartilhado do site Bancários Rio – 

Projeto de tributação prevê 12% e faz parte da reforma fiscal de Paulo Guedes. Receita Federal diz que medida é porque ‘pobre não lê’, mas somente os ricos

COVARDIA SEM LIMITE- Alunos na biblioteca de um CIEP, no Rio. O gosto pela leitura tem que começar cedo. Mas o Governo Bolsonaro vai tornar o acesso à cultura ainda mais difícil para os pobres, taxando livros em 12%,produto até então isento de impostosCOVARDIA SEM LIMITE- Alunos na biblioteca de um CIEP, no Rio. O gosto pela leitura tem que começar cedo. Mas o Governo Bolsonaro vai tornar o acesso à cultura ainda mais difícil para os pobres, taxando livros em 12%,produto até então isento de impostos

Existe uma unanimidade entre profissionais de educação e no meio acadêmico. Os brasileiros leem muito pouco e é preciso despertar esta prática, especialmente nas novas gerações. Todos sabem desta necessidade urgente. Mas o Governo Bolsonaro parece ser contra a ideia de tornar o povo brasileiro letrado e bem informado: a Receita Federal publicou um documento em que defende a taxação de livros com o argumento de que “os pobres não leem”. Mas o que a grande mídia não divulgou sobre o assunto é que este projeto de tributar as produções gráficas em 12% não é meramente um planejamento da Receita, mas faz parte do projeto de reforma fiscal e econômica do ministro da economia, Paulo Guedes. Pelo visto os diretores da RF quiseram apenas bajular o chefe, arrumando um argumento pífio para mais uma reforma contra o povo brasileiro.

“Os ricos vão continuar comprando livros porque têm dinheiro e os pobres cada vez mais terão dificuldade de ter acesso ao conhecimento. O fascismo odeia literatura e cultura”, afirma o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio, Ronald Carvalhosa.




Bolsa Banqueiro

Durante a pandemia, o governo federal reduziu de 20% para 15% a alíquota de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido dos bancos, uma perda de pelo menos R$4 bilhões na arrecadação da União, levando-se em consideração apenas as quatro maiores instituições financeiras do país: Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil. Além disso, o Banco Central concedeu R$1,2 trilhão ao sistema financeiro nacional, para “dar liquidez ao setor”, segundo palavras do próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que trabalhou como executivo do Santander por 14 anos antes de se tornar presidente do BC em 2018.

“O Brasil é um dos dois únicos países capitalistas no mundo que não tributa lucros e dividendos e grandes fortunas e o governo quer taxar livros, quando carecemos com urgência de uma revolução educacional. Este argumento de que pobres não leem é uma estupidez e pura discriminação. O povo mal tem dinheiro para comer, quando não passa fome, e este governo alega esta tributação porque ‘pobres não leem’. O banqueiro Paulo Guedes não quer tributar os bancos, ou seja, a ele próprio e seus colegas banqueiros, e quer elevar ainda mais os tributos sobre produtos e serviços, incluindo livros. Esse absurdo é a cara deste governo que tem horror aos pobres e pratica uma receita ultraliberal que não existe em lugar nenhum do mundo”, completa Ronald.

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