Morre Alceu Toledo Junior, o Juninho, um dos pioneiros do jornalismo online de surfe no Brasil.
Editor-chefe e diretor de conteúdo responsável pela construção do Waves, ele formou gerações e ajudou a desenvolver a comunicação do surfe nacional.
A comunidade do surfe brasileiro perdeu, na noite de quinta-feira, em São Paulo, o jornalista Alceu Toledo Júnior, aos 66 anos. Um dos pioneiros do jornalismo online de surfe no Brasil, Juninho atuou como editor-chefe e diretor de conteúdo do Waves durante algumas das fases mais importantes do portal, desde a fundação, em 1998.
Anárquico, generoso e formador de dezenas de profissionais que hoje se destacam no mercado, Juninho atualmente trabalhava como editor do site e assinava a coluna “Anarquilha”, que combinava seu conhecimento de surfe e música.
Além de consolidar o Waves no mercado brasileiro, Juninho teve passagens importantes em veículos como Hardcore, Alma Surf e Fluir — foi na revista, inclusive, seu primeiro contato com o surfe. Em todos os veículos, deixou sua assinatura editorial. No Waves, onde ficou por 20 anos em dois períodos, tornou-se mais do que uma liderança: passou a representar a fundação de uma cultura.
Mais do que um editor, foi um formador. Ao longo de décadas, abriu portas para jornalistas, fotógrafos e colaboradores que hoje seguem ativos no mercado. Para muitos deles, foi o primeiro voto de confiança, a primeira oportunidade e o início de uma trajetória dentro do próprio Waves.
Direto, intenso e conhecido pelo temperamento forte, ajudou a moldar não apenas conteúdos, mas pessoas. Seu estilo, por vezes duro, vinha acompanhado de algo raro: a disposição de ensinar, provocar e fazer evoluir.
Juninho tinha ampla cultura musical. Escreveu resenhas para veículos como a Folha de S. Paulo e, em determinado momento, deixou o jornalismo para ser empresário da banda punk Ratos de Porão, além de coautor de músicas com João Gordo. Era fã declarado de Frank Zappa.
Santista fanático, ficou conhecido também por sofrer um infarto durante a final do Campeonato Paulista de 2007, no Morumbi.
De personalidade inquieta e autêntica, nunca passou despercebido.
Juninho deixa três filhos: Caio, Daniel e Luiza.
Seu legado permanece vivo em cada profissional que ajudou a formar e na história do surfe brasileiro.
https://www.waves.com.br/noticias/juninho-eterno/







