Plano prevê taxar criadores e consumidores de conteúdo adulto
Por Rafaela Leal, compartilhado de Pensar Piauí
Foto: Sophie Rains, produtora de conteúdo adulto, não gostou da proposta de James Fishback
Um candidato ao governo da Flórida propôs criar um “imposto do pecado” para taxar rendimentos do setor adulto. A ideia gerou forte reação, inclusive de Sophie Rain, destaque do OnlyFans, que classificou a medida como absurda e punitiva.
O que aconteceu
O plano de um político republicano nos Estados Unidos reacendeu o debate sobre moralidade e tributação. Com o rótulo de “Imposto do pecado”, um candidato ao governo da Flórida pretende criar uma cobrança específica sobre a indústria de conteúdo adulto, o que provocou críticas imediatas de profissionais do setor.
James Fishback, conservador e novato na política, anunciou a intenção de taxar em 50% os ganhos de produtores de conteúdo adulto, sobretudo em plataformas voltadas ao público maior de 18 anos. A proposta também alcançaria os consumidores desses serviços. Segundo ele, o objetivo seria “desincentivar e dissuadir” a pornografia.
A ideia motivou a reação de Sophie Rain, considerada a produtora mais bem-sucedida do OnlyFans. Entre 2023 e 2025, ela afirma ter faturado US$ 95 milhões na plataforma, cerca de R$ 510 milhões. Para Sophie, a proposta é “a coisa mais estúpida” que já ouviu, além de representar uma punição excessiva a uma decisão pessoal e legal.
Fishback, de 31 anos, CEO de uma empresa de investimentos na Flórida, afirmou não querer que mulheres jovens “vendam seus corpos” on-line nem que homens influenciáveis sejam levados à luxúria, alegando impactos morais e religiosos. As declarações intensificaram a controvérsia em torno do chamado imposto do pecado, que segue como promessa de campanha e alvo de críticas.







