Invasão de áreas de milícia pelo CV motivou polícia de Cláudio Castro a pedir aval para matança

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Procurador do Estado afirmou que MP não participou do planejamento e execução da ação na Penha e Alemão, reforçando caráter político da matança promovida por Cláudio Castro, que planeja ato de apoio com Zema, Caiado, Jorginho Mello e Ratinho.

Por Plinio Teodoro, compartilhado de Fórum




Foto: Cláudio Castro, Flávio Bolsonaro e o Secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes.Créditos: Ernesto Carriço / Governo RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, que atua sob o comando do governador bolsonarista Cláudio Castro (PL), pediu aval para a megaoperação nas comunidades da Penha e do Alemão alegando que o Comando Vermelho estaria avançando sobre áreas dominadas pelas milícias, que são grupos criminosos geralmente comandados por policiais ou ex-policiais que disputam territórios periféricos da capital fluminense com as facções criminosas.

Na decisão, o juiz Leonardo Rodrigues da Silva Picanço, da 42ª Vara Criminal do Rio, cita inquérito da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) aberta em janeiro a partir de denúncia anônima que relatou que, em reunião, chefes do Comando Vermelho na Penha planejavam a expansão sobre áreas dominadas por milicianos.

O magistrado ainda avaliza a prisão de mais de 60 suspeitos, entre eles Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, apontado como principal liderança da facção no Rio, e Pedro Paulo Guedes, o Pedro Bala. Nenhum dos dois foram presos ou constam na ainda vaga lista das 121 vítimas fatais da ação desastrosa.

Nesta quarta-feira (29) o Procurador-Geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, afirmou que o MP-RJ não participou do planejamento nem da execução da desastrosa operação da polícia fluminense.

“O Ministério Público do Rio de Janeiro não participou nem do planejamento, nem da execução da operação. Até porque, pela dimensão da operação policial, haveria necessidade – como de fato houve – de um efetivo bastante expressivo que, ao que consta, foram cerca de 2,5 mil policiais mobilizados para realizar o cumprimento de ordens judiciais expedidos”, afirmou.

As informações reforçam as especulações de que a megaoperação sanguinária foi uma decisão política de Cláudio Castro (PL), que classificou a ação como “um sucesso” e nesta quinta-feira (30) deve receber a solidariedade de governadores da direita para desferir novos ataques ao governo Lula.

Em conversa por videochamada, Jorginho Mello (PL-SC) sugeriu o ato a Ronaldo Caiado (União-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Ratinho Jr. (PSD-PR), que se colocam no banco de reservas de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) para a disputa contra Lula em 2026.

Tarcísio, por sua vez, não deve comparecer ao ato no Rio para preservar a imagem. Participou ainda da videochamada a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que deve marcar presença no evento.

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