Pressão de operações contra aliados enfraquece senador do PP e redefine sua estratégia política para 2026.
Por Rafaela Leal, compartilhado de Pensar Piauí
Foto: Ciro Nogueira
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) enfrenta pressão crescente devido a investigações envolvendo aliados próximos, o que afeta suas perspectivas políticas para 2026. Entre os investigados estão Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, preso pela operação Compliance Zero; Victor Linhares, ex-assessor de Nogueira, alvo da operação Carbono Oculto 86; o empresário Ricardo Magro, dono da Refit; e Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, ligado a movimentações financeiras suspeitas envolvendo o senador. Nogueira foi citado em relações financeiras e políticas que poderiam beneficiar os investigados, como a “emenda Master” que aumentaria a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.
O contexto também envolve antigos aliados afastados, como Paulo Henrique Costa, e vínculos com Jair Bolsonaro, recentemente preso preventivamente. Diante do cenário adverso, Nogueira comunicou que não pretende disputar a vice-presidência e decidiu concentrar esforços nas eleições estaduais e na futura federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, abrindo mão de articulações nacionais. Para aliados, a decisão é uma resposta ao desgaste e à exposição. O deputado Mauricio Neves destacou que o senador é alvo por sua relevância na centro-direita e que o recuo estratégico é compreensível, refletindo a necessidade de priorizar a estabilidade do partido e a própria reeleição no Piauí.





