Irã aumenta área controlada em Ormuz e diz que estreito é ‘zona estratégica’

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Região operacional foi expandida para faixa entre 320 e 480 quilômetros, abrangendo costa de Jask, no leste iraniano, à Ilha de Sirri, no oeste

Por Tatiana Carlotti, compartilhado de Opera Mundi




Foto: Irã amplia definição estratégica do Estreito de Ormuz e estende área controlada
Jacques Descloitres / NASA/GSFC

A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou nesta terça-feira (12/05) que o Estreito de Ormuz foi ampliado. A região deixou de ser considerada apenas uma passagem marítima e passou a integrar uma ampla “zona estratégica” sob vigilância militar iraniana.

Segundo Mohammad Akbarzadeh, vice-comandante político da Marinha iraniana, a área operacional associada ao estreito foi expandida de cerca de 32 a 48 quilômetros para uma faixa entre 320 e 480 quilômetros, abrangendo regiões entre a costa de Jask, no leste do Irã, e a Ilha de Sirri, no oeste.

Catar

O Catar acusou o Irã de “instrumentalizar” o Estreito de Ormuz e de tentar “chantagear” os países do Golfo ao ampliar o controle militar sobre a região. O primeiro-ministro do país, Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, disse que a via navegável tem sido “usada como arma nesta guerra”, gerando fortes impactos para os países do Golfo.

“O Irã não deve usar este estreito como arma para pressionar ou chantagear os países do Golfo”, declarou, ao lado do ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan. Ele relatou que Doha e Ancara discutiram as “circunstâncias graves” no Oriente Médio, reiterando que ambos os países apoiam os esforços de mediação conduzidos pelo Paquistão para tentar encerrar o conflito.

O premiê do Catar também criticou os ataques israelenses em andamento no Líbano e na Faixa de Gaza, afirmando que a Turquia se tornou um “parceiro líder” nas principais questões regionais.

‘Dedo no gatilho’

Paralelamente ao anúncio da ampliação do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país está preparado para responder a “qualquer agressão”. Ele também disse que uma eventual retaliação iraniana deixaria os Estados Unidos “surpresos”.

A porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, afirmou que o Irã permanece “sob vigilância”, mas mantém o foco na “paz sustentável e na diplomacia baseada em interesses”, informa a agência ISNA. “Lutamos contra a maior potência militar do mundo durante 40 dias e ainda estamos com o dedo no gatilho, aguardando uma solução negociada”, declarou.

“Nosso foco principal é a paz duradoura e, como disse o líder mártir, conduzimos as questões diplomáticas com base nos três princípios da honra, da sabedoria e da conveniência”, acrescentou Mohajerani.

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