Israel sequestra flotilha da liberdade, mídia comercial sabota notícia

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Leiam texto do jornalista Moisés Mendes e matéria de Igor Carvalho, Brasil de Fato.

Por Moisés Mendes, jornalista




A pergunta ainda sem resposta nessa manhã de segunda-feira. Para onde o governo fascista de Israel levou a tripulação do barco

Madleen?

Onde estão Greta Thunberg, Thiago Ávila e os outros 10 pacifistas pró-palestinos detidos no domingo?

Por que Globo, Folha e Estadão escondem a notícia em cantinhos de páginas das suas versões online?

Os jornalões assumiram que são cúmplices, por covardia e medo do neonazismo, da matança em Gaza?

Desapareceu

Israel cerca Flotilha da Liberdade em águas internacionais e sequestra embarcação

Por Igor Carvalho, Brasil de Fato

Navio que levava alimentos, medicamentos e ativistas à Faixa de Gaza teve comunicações bloqueada

 Igor Carvalho

Israel cerca Flotilha da Liberdade em águas internacionais e sequestra embarcação com ajuda humanitária

Últimas imagens do Madleen, embarcação da Coalizão Flotilha da Liberdade – Foto: Reprodução/Instagram

A embarcação Madleen, da Coalizão Flotilha da Liberdade, foi atacada por forças israelenses nas primeiras horas desta segunda-feira (9), enquanto navegava em águas internacionais rumo à Faixa de Gaza. O navio levava ajuda humanitária à população palestina sitiada e foi interceptado por volta das 2h no horário local, conforme relataram ativistas a bordo.

De acordo com os relatos, drones equipados com sistema de disparo automático cercaram o barco, borrifando-o com uma substância branca semelhante a tinta. As comunicações foram interrompidas à força, e sons perturbadores passaram a ser emitidos via rádio para desorientar a tripulação. “Eles estão interferindo no rádio, não podemos pedir ajuda!”, denunciou Thiago Ávila, ativista brasileiro presente na missão.

Na véspera do ataque, a Agência de Radiodifusão de Israel (RAA) já havia anunciado publicamente a intenção do exército israelense de capturar o Madleen, transferi-lo ao porto de Ashdod e prender os ativistas a bordo. A operação confirma a política de repressão do Estado de Israel contra iniciativas de solidariedade internacional com o povo palestino.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel, por sua vez, confirmou a detenção do barco e dos tripulantes. Pelas redes sociais, a pasta chamou ironicamente a missão de “iate das celebridades” e disse que todos “os passageiros devem retornar para seus países de origem”. Em um vídeo compartilhado pela conta oficial da Chancelaria israelense, é possível ver os tripulantes da Flotilha recebendo água e comida.

A embarcação transportava suprimentos essenciais, como alimentos, filtros de água, medicamentos e barras de proteína, em meio a uma catástrofe humanitária sem precedentes em Gaza. Segundo o Ministério da Saúde local, mais de 54 mil palestinos já foram mortos pelos bombardeios israelenses desde o início da atual ofensiva.

A Coalizão da Flotilha da Liberdade é formada por organizações civis e movimentos populares de diversos países e atua de forma não violenta contra o bloqueio imposto por Israel a Gaza, considerado ilegal por tratados internacionais e condenado por diversas resoluções da ONU. A ativista Greta Thunberg, a parlamentar palestino-francesa Rima Hassan, o brasileiro Thiago Ávila, entre outras pessoas fazem parte da tripulação da embarcação.

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