Ele perdeu um ponto de popularidade por dia desde o começo da presidência; mais de 60% querem a rejeição da “lei ônibus”
Por Yuri Ferreira, compartilhado da Revista Fórum
Uma pesquisa do instituto de pesquisa Zuban Cordoba, da Argentina, mostrou que o presidente do país Javier Milei já encerrou a sua lua de mel com seus eleitores. O estudo mostra uma queda abissal da popularidade do novo mandatário do país.
Os seus principais projetos – a DNU, que permite salário em espécie, e a Lei Ônibus, que ordena a privatização de praticamente todas as estatais argentinas – empurraram a popularidade do ultradireitista pelo abismo.
Milei perdeu mais de um ponto de imagem positiva por dia e hoje tem 55% de rejeição entre os argentinos, índice raro um mês de governo. “É a perda de diferencial positivo mais acelerada do que temos registro. Nos atrevemos até a dizer que provavelmente será mais acelerado em toda a história da região”, afirmou o instituto de pesquisa.
✋ Gobernar creyendo que el consenso que se logró en un momento determinado en el tiempo, va a ser permanente, es el primer paso para cometer errores de gravedad.
— Zuban Cordoba (@Zuban_Cordoba) December 31, 2023
O coração da rejeição está no Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) de Milei que desregulariza as moedas e permite, entre outras coisas, a firmação de contrato com pagamentos em espécie. Mais de 55% dos argentinos não concordam com as medidas.
Mas a chamada ‘Ley Ómnibus’, que endurece a repressão a manifestações e intensifica o processo de privatização da economia, é a mais rejeitada entre a população, com mais de 61% dos cidadãos contrários à sua aprovação.
Na visão da maioria dos argentinos, o ajuste fiscal proposto por Milei somente beneficia os mais ricos e quem vai pagar o pato é o mais pobre.
¿Quién está pagando el ajuste? Te lo cuenta @Zuban_Cordoba
— Rodrigo Miranda (@RmMiranda73) December 29, 2023
No más preguntas ..señor juez! pic.twitter.com/sUaInlj6AY
Os esforços de Milei para botar a Argentina no trilho de Videla têm sido fortes, mas não tem encontrado respaldo na população. resta saber se a classe política vai comprar sua loucura ou vai extirpá-lo em breve.