Por Eliara Santana, doutora em Linguística e Língua Portuguesa, jornalista, pesquisadora do Observatório das Eleições
Hoje, 3 de dezembro, a PF fez uma operação de busca e apreensão na 13ª Vara Federal de Curitiba por determinação do ministro Dias Toffoli. A emblemática 13ª Vara da capital do Paraná era aquela que concentrava os processos da Operação Lava Jato. Era aquela que, por alguns anos, foi completamente empoderada pela midia – e cujos responsáveis foram alçados à categoria de heróis nacionais pela Refe Globo.
A operação da PF investiga acusações que foram feitas pelo ex-deputado estadual Tony Garcia contra o ex-juiz Sergio Moro, chefão da Lava Jato, ao lado de Deltan Dallagnol.
O objetivo da ação da PF foi recolher documentos diversos relacionados a inquéritos policiais e acordos de delação premiada. Todo esse material foi requisitado pelo STF, reiteradamente, mas não foi enviado pela Justiça Federal do Paraná.
Após as prisões de Jair e seus militares, comentei que, para tudo ficar reparado historicamente, faltava Moro. E vejam só como meu desejo é forte
.
Moro foi um perverso transformado em herói pela mídia. Um Instrumento usado para desestabilizar o Brasil num momento em que o país estava num caminho ascendente potente. Me dói muito, sempre, pensar onde poderíamos estar se não fosse a ação predatória da Lava Jato na perseguição a Lula, a Dilma e ao PT.
Pois bem, uma ação tão simbólica e relevante da PF não teve a menor simpatia do JN. Nada foi dito. Nem uma linha. Nada. O assunto não existiu.
Depois de todo o estrago feito, das centenas e centenas de edições com um fundo vermelho e canos de esgoto enferrujados por onde escorria muito dinheiro, o silêncio conveniente. Talvez até medroso, pois sabemos pouco das relações entre a Vênus platinada e o herói jeca de Curitiba – e os documentos apreendidos podem revelar muita coisa.
E como vaticinou Dilma Rousseff, a história será implacável.







