Por Carlos Eduardo Alves, jornalista, Facebook
Nunca havia testemunhado uma manifestação de rua da direita. Vi hoje (03/04) a da Paulista. Então, seguem algumas observações factuais de um olho de jornalista.
É um público de faixa etária e renda mais altas do que nos atos de esquerda. Quase NENHUM negro. Me reforçou a impressão que já tinha sobre o caráter de classe da direita que vai ao asfalto para lutar politicamente, pelo menos em SP.
Muitas donas de casa de classe média, tipo tiazinha, que repetem sem parar coisas como “a nossa bandeira jamais será vermelha”. Muito, muito eleitor de Bolsonaro e todo tipo de maluco, de admirador de milico a velhinhos e jovens da TPF. Fascistas em maioria.
Agora, um olhar analítico: é impressionante de fato o ódio a Lula. Existe um orgasmo coletivo na hora que gritam “Lula na cadeia”. A rua que começou com o MBL em 2013 acabou criando, com o apoio dos meios de comunicação para gerar a queda de Dilma, um tipo raivoso e pouco ilustrado de cidadão, que foi atraído para a Política pela negação e, principalmente, ódio.
É um problema novo para a Democracia brasileira. O fascismo tem representação política própria agora. Isso talvez explique a fala inoportuna e absurda do ministro do Exército ameaçando o STF no caso de não aceitar a prisão de Lula.
É hora de os democratas se unirem não eleitoralmente, mas na criação de uma Frente Antifascista. Os loucos ideológicos estão soltos. Marielle e tiros na caravana de Lula não aconteceram por acaso.







