Líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, é condenada e declarada inelegível por desvio de fundos europeus

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Líder radical não poderá se candidatar a um cargo público pelos próximos cinco anos e deverá cumprir pena de prisão

Por Ana Gabriela Sales, compartilhado de GGN




A Justiça francesa condenou, nesta segunda-feira (31), a líder da extrema direita Marine Le Pen a quatro anos de prisão e cinco anos de inelegibilidade. A decisão é resultado de um processo que a acusa de apropriação indébita de fundos europeus para financiar seu partido, o Reunião Nacional (RN).

O Tribunal Correcional de Paris determinou que a sentença seja aplicada imediatamente, mesmo em caso de recurso. Le Pen também foi condenada a pagar uma multa de 100 mil euros e deverá cumprir pelo menos dois anos da pena de prisão em regime domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica.

A condenação de Le Pen tem grande impacto no cenário político francês, uma vez que ela era apontada como uma das favoritas para a eleição presidencial de 2027 em diversas pesquisas de opinião. A líder da extrema direita já concorreu três vezes à Presidência da França, perdendo as duas últimas disputas para o atual presidente, Emmanuel Macron.

Além de Le Pen, outras 20 lideranças do RN foram acusadas de envolvimento no esquema, que consistia em contratar assistentes para trabalhar em assuntos do partido, enquanto os salários eram pagos pelo Parlamento Europeu.

Foi estabelecido que todas essas pessoas estavam realmente trabalhando para o partido, e que o Parlamento Europeu não lhes havia atribuído nenhuma tarefa“, declarou a juíza Benedicte de Perthuis. “As investigações também mostraram que não se tratava de erros administrativos, mas de desvio de dinheiro dentro da estrutura de um sistema implementado para reduzir os custos do partido“, acrescentou.

Le Pen, que acompanhou o julgamento na primeira fila do Tribunal, demonstrou descontentamento, balançando a cabeça negativamente enquanto a juíza falava. Ela deixou o Tribunal antes do término da sessão, segundo a agência de notícias Reuters.

Durante o julgamento no ano passado, a líder radical da direita negou ter cometido “qualquer irregularidade“. Le Pen também classificou a ação dos promotores como uma tentativa de “morte política“, alegando uma conspiração para manter o RN longe do poder.

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