Presidente usou as redes sociais para elogiar a trajetória do profissional, que morreu no Rio de Janeiro
Por: Lucas Vasques, compartilhado de Fórum
Foto: Raimundo Pereira - Foto: Reprodução
Opresidente Lula (PT) usou as redes sociais, neste sábado (2), para prestar homenagem ao jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, pernambucano da cidade de Exu, que morreu no Rio de Janeiro.
O profissional foi um dos mais importantes jornalistas da resistência à ditadura e da mídia alternativa. Raimundo tinha 85 anos e morava com as filhas. A causa da morte não foi divulgada.
“Com a morte de Raimundo Rodrigues Pereira, neste sábado, o Brasil perde um de seus maiores jornalistas. Mesmo tendo sido perseguido e preso pela ditadura militar, nunca deixou de lutar pela democracia e pela liberdade de imprensa. E, o que é mais importante: nunca se calou”, destacou Lula.
“Depois de ter trabalhado nas principais revistas do país nos anos 1960, Raimundo ajudou a formar, na década seguinte, o que ficou conhecido como a ‘imprensa alternativa’. No início dos anos 1970, foi editor-chefe do semanário Opinião. E, em 1975, criou o jornal Movimento, um veículo inovador para sua época, sem ligação com grandes editoras. O primeiro a mostrar, em nível nacional, o que significava a luta sindical e por liberdade que empreendemos no ABC no final dos anos 70. E fez isso muito antes do que se chamava ‘a grande imprensa’”, prosseguiu o presidente.
“Quero enviar meu forte abraço para a família e os amigos de Raimundo Rodrigues Pereira. E também para seus colegas de trabalho e todos os jornalistas que foram inspirados por sua trajetória”, completou Lula.
Com a morte de Raimundo Rodrigues Pereira neste sábado, o Brasil perde um de seus maiores jornalistas. Mesmo tendo sido perseguido e preso pela ditadura militar, nunca deixou de lutar pela democracia e pela liberdade de imprensa. E, o que é mais importante: nunca se calou.…
— Lula (@LulaOficial) May 2, 2026
Trajetória de Raimundo Pereira
Filho de um mascate e de uma quituteira, Raimundo Pereira foi levado, com apenas dois anos de idade, em uma viagem de 2.700 km do sertão pernambucano à cidade de Pacaembu, no interior paulista, onde sua família se instalou na década de 1940.
Quando estava no último ano de Engenharia Aeronáutica no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em 8 de abril de 1964, foi detido e levado ao Departamento de ordem Política e Social, o DOPS, em São Paulo.
A prisão pela ditadura mudou sua história. Raimundo decidiu dedicar a vida ao jornalismo. Entrou na USP, formou-se em Física, mas seguiu atuando como jornalista.
Em 1972 foi convidado para dirigir o semanário Opinião, grande expoente da imprensa alternativa no momento. Em 1975 liderou a fundação do periódico Movimento, que circulou até 1981 e foi um dos mais importantes jornais de resistência do país. Após o fechamento, retornou para a grande imprensa até fundar a Editora Manifesto em 1997.
Raimundo ainda participou da equipe que lançou a revista Veja e foi repórter das revistas Realidade, Ciência Ilustrada, Isto É e do jornal Folha da Tarde.
O livro que conta grande parte da história de Raimundo Pereira foi disponibilizado pelos autores.







