Por Arcírio Gouvêa Neto, jornalista
Estou deitado e abro o celular ainda na cama, coisa que não costumo fazer. Dou de cara com o discurso do Lula no G7 e caio assombrado, achando que estou sonhando um sonho sonhado. Esse cara não é desse mundo. O planeta terra é pequeno pra ele. Lula é do tamanho do universo, não cabe em uma terra tão pequena. Lula está acima da nossa limitada compreensão terrena.
Lula saiu do agreste de Pernambuco para fazer um dos mais contundentes e corajosos discursos já vistos, diante de estadistas atônitos e silenciosos, porque não conseguiam emitir um som, um pio frente àquele homem que não tinha seus títulos acadêmicos, mas tinha a luz das estrelas, a sabedoria dos gênios, a audácia indômita dos seres imortais.
Fico aqui pensando como a imprensa desse país pode ser tão mesquinha e rasteira, tão vil, em rebaixá-lo e tratá-lo da maneira calhorda que o trata. Como se ele fosse um presidentezinho qualquer. É somente o ciúme, a inveja, o despeito a razão disso.
Lula não veio da Faria Lima, veio do mandacaru e da macacheira, da carne de sol e da buchada de bode e isso incomoda mais que um espinho no pé a essa gente.
Lula é para ser tratado como um dos mais valiosos tesouros que esse país e o mundo já tiveram e como jornalista essa tacanhice, essa baixeza da imprensa servil a outros interesses que não sejam os da lisura da informação só me deixam convictos da sua completa inutilidade e decadência.
Pois nossa imprensa já foi grande um dia. Quem dera que todo dia eu acordasse e vissse um discurso desse, botava até o relógio pra despertar, eu que não gosto de acordar cedo.
Foto: Breno Carvalho – Agência O Globo







