Por Oswaldo Luiz Colibri Vitta, jornalista
O cantor, compositor, percussionista e pesquisador musical Marcelo Pretto, Mitsu, não era um artista comum. Sensibilidade à flor da pele, preocupava-se em desvendar todos os meandros da música brasileira seja como integrante do grupo de percussão corporal Barbatuques seja integrando A Barca.
Era muito admirado pelos seus colegas de trabalho; na verdade, amado. Não era apenas uma voz elástica, de muitas possibilidades, que ia “do sussurro ao trovão”, como ressaltou Chico César. Era também um pesquisador meticuloso da música, louco por rádio. Tive o privilégio de produzir com ele a Rádio Biruta, na saudosa Rádio Brasil Atual (ouça os treze programas no link).
https://drive.google.com/drive/folders/1KS9cM6osXBIBug1zW1KMEucVqSsYJ2I9?usp=sharing
Além do seu trabalho com o grupo Barbatuques, Marcelo Pretto deixa álbuns como “A carne das canções” (2014) – gravado e assinado por ele e pelo violonista Swami Jr. – e “Boi” (2020). Editado em novembro de 2024, o single “Uma voz além” foi seu último lançamento fonográfico.
Aos 58 anos, Mitsu, como era conhecido entre os amigos, nunca abandonou seus projetos, apesar das complicações de saúde. Internado desde 18 de fevereiro, teve o apoio logístico e emocional de mais de 100 músicos, jornalistas e cantores, numa rede comovente.
Não preciso dizer que você vai fazer falta, porque é um daqueles clichês que a gente sempre evitou. Mas nesse caso é verdade mesmo.
Adeus, Mitsu.
Para se emocionar com a performance de Marcelo, basta clicar abaixo, link do Youtube Barbatuques na música Baianá. Berimbau de boca e a potente voz de trovão de um artista incomum, fonte de inspiração para todos nós.
https://www.youtube.com/watch?v=KHyzrYBACcg






