Nem de Trump, nem de Bolsonaro, “o Pix é nosso”: entenda a transação como política de Estado

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Por Patrícia Faermann, Jornal GGN

Atual mira de Donald Trump contra o Brasil, a resposta de Lula à tentativa de interferência do norte-americano ao Pix resumiu o signficado do sistema de pagamentos brasileiro: “O Pix é nosso, my friend”. Pese, ainda, que até há pouco tempo, Jair Bolsonaro apropriava-se de seu mérito e criação.




A contradição da polêmica reside no fato de que, se hoje Trump ataca e acredita ter poderes para acabar com a transação brasileira – o que não tem -, era o seu próprio afilhado político dos Trópicos quem exibia ter sido o criador do Pix – o que também não é verdadeiro.

Com razão, Lula diz que ele é “nosso”, do Brasil. Vamos ao histórico e fatos sobre o Pix para explicar por que Trump não tem poder de interferir e quem é o seu verdadeiro criador.

Hoje, Brandt chefia a Gerência de Gestão e Operação do Pix e atua como consultor sênior do sistema, lidera projetos estratégicos como o Pix Automático, que permite pagamentos recorrentes (como contas e assinaturas), e o Pix Internacional, que permite transferências em tempo real entre países.

Em fóruns internacionais, o Banco Central apresenta o Pix como exemplo de infraestrutura digital pública, ferramenta inclusiva que transcende governos. Os dados mostram o impacto: bilhões de transações mensais e adesão maciça da população.

No governo Lula, a política pública que incluiu financeiramente milhões de brasileiros, barateou custos bancários e fomentou a competição continua em desenvolvimento de avanços que ultrapassarão fronteiras.

Por isso, Donald Trump iniciou uma investigação comercial contra o Brasil, acusando o país de práticas “desleais” por favorecer um sistema estatal que teria prejudicado empresas norte-americanas como Visa, Mastercard e Apple Pay.

Após Lula responder que “o Pix é nosso”, a tentativa de ataques de Trump repercutiu nas redes sociais, com mobilizações com as hashtags #DefendaOPix#BrasilSoberano e #BolsoTrumpContraoPix, além do movimento “vampetaço”, com usuários inundando perfis ligados a Trump com memes defendendo a soberania do sistema.

O gesto de Trump foi ignorado pelo Brasil, mas também instituições internacionais já reconheceram o sistema brasileiro de transações. O FMI elogiou o Pix como “a mais bem-sucedida política de inclusão financeira da América Latina”, destacando que já responde por quase metade das transações eletrônicas no Brasil.

Para Brandt, a essência do Pix continua sendo o que guiou sua criação: um sistema universal, barato e seguro, planejado para funcionar como política de Estado.

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