O goleiro que era príncipe

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Por Ulisses Capozzoli, jornalista

Morre Peter Rufai, o mítico goleiro nigeriano, filho do rei de Idimu, na Nigéria, sociedade organizada de maneira tribal.




Com a morte do pai, em 1998, Rufai poderia sucedê-lo. Aos 35 anos, era goleiro do La Coruña, na Espanha, o principal clube de que participou. Em praticamente fim de carreira, poderia abandonar o futebol e assumir o poder político em sua região, o que recusou porque teria de esquecer a Copa do Mundo de 1998, jogada na França.

Rufai disse certa vez que “nunca quis ser rei. Se aceitasse não poderia jogar futebol. Eu teria uma vida boa, como viviam meus pais. Mas não era para mim. Não me fazia feliz. Eu queria o futebol. o gramado, a rua. Queria estar com os amigos e ensinar crianças a jogar futebol. Era o que me dava alegria. Ser rei não me fazia feliz e por isso abri mão de tudo. Para ser rei eu precisaria seguir regras e teria de obedecer, claro. Assim, foi fácil dizer ‘não'”, revelou, em entrevista ao site português “Mais Futebol”, que serviu de base para esse pequeno tributo.

Rufai foi campeão da Copa Africana de Nações em 1994 com a Nigéria. O principal time de sua carreira foi o La Coruña. Ele se aposentou em 2000, no Gil Vicente de Portugal. A causa de sua morte foi “uma doença prolongada”.

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