Por Washington Luiz de Araújo, jornalista
Fotos da lavra do Américo Vermelho, sendo que a da capa foi publicada por ele no sábado, um dia antes de partir com olhar fechado. Se tivesse aberto, fotografaria o momento. Salve, Capitão Américo!
Abaixo, texto do Rubem Alves que bem retrata mestres das lentes do feitio do Américo.
“Fotografias há de dois tipos: As mais raras são obras de arte, belezas que o olho do fotógrafo percebeu e nos mostra.
Olhamos a foto e ficamos espantados: não havíamos visto a beleza que estava lá, coisas com as quais um turista jamais desperdiçaria uma foto – tais como folhas secas sobre o chão, um pau seco saindo da lagoa, as marcas do vento sobre a areia – e a gente leva um susto.
Não é a boa câmera que faz a fotografia. É o olho do fotógrafo.
As outras são aquelas de grandes cenários em que pessoas sorridentes aparecem fazendo gracinhas. Banalidade pura”
(Rubem Alves, psicanalista, cronista).












