Por Angela Carrato, jornalista, professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais
Não está fácil a vida para o Grupo Globo, a partir dos documentos obtidos pela Polícia Federal, na 13° Vara da Justiça Federal em Curitiba. Como se sabe, a família Marinho e suas penas de aluguel transformaram a Operação Lava Jato, Moro e Dallagnol, em heróis nacionais, quando não passam de inimigos do povo brasileiro.
Em nome do suposto combate à corrupção, Moro, em conluio com agentes dos Estados Unidos, destruiu a nossa indústria da construção civil e fragilizou absurdamente a Petrobras. O resultado foi um desemprego recorde, uma crise econômica idem, o golpe contra Dilma Rousseff e a eleição fraudulenta de Bolsonaro, uma vez que Lula, líder em todas as pesquisas de intenção de voto, foi preso sem crime pela Lava Jato.
Por muito menos, em qualquer parte do mundo, a dupla Moro-Dallagnol já estaria na cadeia.
Aqui ainda estão soltos, mas não perdem por esperar.
Como já tinha advertido o empresário e denunciante Tony Garcia, são fartas as provas dos crimes cometidos por esta dupla. Entre as provas estão grampos ilegais em meio mundo político, empresarial e jurídico, a começar pela ex-presidente Dilma. Entre as provas estão também vídeos destinados a chantagear magistrados, como o da tal Festa da Cueca.
O Grupo Globo sabe de tudo isso, mas aposta que a máxima defendida por Roberto Marinho ainda vale nos dias atuais: “tão importante quanto o que divulgo é o que deixo de divulgar”. Desta vez não vai funcionar.
O Jornal Nacional e demais veículos do grupo Globo estão caladinhos. Já a mídia independente não fala de outra coisa e foi-se o tempo em que esconder ou silenciar sobre determinado assunto resolvia.
Quanto mais o grupo Globo demorar para falar sobre os crimes de Moro e Dallagnol, mais vai ampliar as suas próprias digitais nestes crimes.
Dificilmente o grupo Globo escapará do banco dos réus por tudo o que fez ao patrocinar e acobertar criminosos e perseguir inocentes.






