Por Edmundo Aguiar – Professor Titular do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro-IFRJ; diretor do Sinpro-Rio – Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro e Região
A vitória alcançada ontem (09/10) no Congresso Nacional, pela articulação da extrema direita com parte do Centrão, ao mesmo tempo em que impõe uma derrota ao povo brasileiro, garantindo a manutenção do status quo da elite do país, tenta colocar Lula na defensiva, na perspectiva de obrigá-lo a negociar de forma mais desfavorável a liberação das emendas parlamentares individuais.
Além disso, busca impedir que ele utilize recursos extraordinários em benefício da população, o que certamente ampliaria ainda mais sua popularidade entre o eleitorado mais pobre e trabalhador. Mas a direita erra ao esquecer que, hoje, por mais que se tente esconder, a verdade se escancara, e isso poderá ser revertido politicamente em favor de Lula e seu governo.
O que podemos constatar também, é que as últimas manifestações, que fizeram o Congresso recuar na PEC da bandidagem e enterraram a tentativa de anistia aos golpistas, pelo visto, não conseguiram mudar em nada o caráter protofascista e ultra liberal da direita brasileira, amplamente representada no Congresso Nacional, em especial, na Câmara dos deputados.
É difícil repetir, neste momento, a grandiosidade das manifestações de 21 de setembro. No entanto, a contrariedade de certos setores da imprensa diante da votação de ontem e a indignação que explode nas redes sociais, sobretudo entre militantes e amplos segmentos da sociedade, revelam a possibilidade real de uma nova onda de mobilização popular em defesa das conquistas sociais e de êxito nas disputas em curso .
A direita brasileira, com sua bancada, deu um tiro no pé. Cabe a nós mostrar ao conjunto da população o tamanho do buraco no pé de “Vossas Excelências”.







