Pensar e Praticar a Soberania Digital

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Por Everton dos Santos Silva Rodrigues, compartilhado de Planta Formas

Rede pela Soberania Digital(Enderelo externo) foi convidada para apresentar reflexões durante o MUTIRÃO & CONFERÊNCIA DA SOBERANIA, que realizaremos 100% online no dia 25 de fevereiro, das 17h às 20h.




Fica registrado o nosso agradecimento à Plantaformas.org(Abre em uma nova aba) por nos ceder esse espaço, e à Pop Solutions(Enderelo externo) (Pop.Coop)(Enderelo externo) por disponibilizarem em seu datacenter brasileiro e soberano o software livre Vdo.Ninja(Enderelo externo), que será usado na transmissão AO VIVO.

Diante do domínio brutal e predatório das Big Techs, um conglomerado global que avança sobre territórios, dados, afetos e democracias, entendemos que a resposta exige ações urgentes e práticas, não apenas reflexão. É hora de unir forças para construir resistência contra essas “monarquias digitais” e erguer nossa soberania digital.

Este encontro será um espaço para pensarmos juntos como superar a dependência das Big Techs e avançar rumo a um projeto de autonomia nacional e democracia plena.

Participe!

Em coerência com este propósito, toda a interatividade e transmissão do evento serão realizadas exclusivamente com softwares livres.

Em breve vamos divulgar o link da transmissão ao vivo.

Após realizar o cadastro e login, registre suas propostas, reflexões e sugestões nos comentários logo abaixo.

Para participar da conversa, acesse: Em breve o link será divulgado

PROGRAMAÇÃO:

Dia 25 de fevereiro às 17h

Tema: Petição Dinheiro Público Código Público – https://softwarelivre.tec.br/campanha-dinheiro-publico-codigo-publico(Enderelo externo)

Quem fará a abertura do diálogo?

Livia Gouvêa: Graduada em Sistemas de informação e Comunicação Social, possui mestrado em informática na linha de inteligência coletiva. Trabalha com desenvolvimento web desde 2012 e atualmente é responsável técnica pelo portal Cadernos de Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fiocruz e pela plataforma Wikifavelas do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT) da Fiocruz. Mantém junto à Comunidade Software Livre a campanha Dinheiro Público Código Público, requerendo implementação de legislação que determine que todo software financiado com recursos públicos, para o setor público, seja disponibilizado sob uma licença de Software Livre.

Tema: Software livre Economia Solidaŕia e soberania nacional: Software livre e economia solidária são pilares da soberania nacional. O software livre rompe com a dependência das big techs, devolvendo o controle dos dados aos povos. A economia solidária fortalece circuitos autogestionários baseados na cooperação. Juntos, permitem que comunidades decidam sobre suas ferramentas e meios de produção. A soberania nacional e real se vive no cotidiano, construindo autonomia digital e econômica.

Quem fará a abertura do diálogo?

Henrique Pereira: Autor do livro “Teia Popular – Soberania Digital: Para Vencer Esta Guerra”. Publicitário e fundador da Interlig Comunicação Sindical, atua há mais de 30 anos junto a sindicatos, movimentos sociais, mandatos e candidaturas democrático-populares em todo o Brasil. Defende a comunicação como trincheira de luta da classe trabalhadora e dedica-se à pesquisa e à produção crítica sobre plataformas digitais, algoritmos e soberania digital.

Fabs Balvedi: Arquiteta, especialista em Computação Gráfica e mestra em Artes Visuais. Em 2001, decidiu adotar a bicicleta como meio de transporte e o GNU/Linux como sistema operacional. Em 2004, iniciou a concepção do conceito de Estúdio Livre; em 2005, foi uma das coordenadoras da implementação do Programa Cultura Viva, Pontos de Cultura; e, em 2006, ajudou o governo espanhol a iniciar a implementação de seus próprios Estúdios Livres e Pontos de Cultura. Atualmente, é agente territorial da economia solidária do Programa de Formação Paul Singer, da Secretaria Nacional de Economia Solidária, no Ministério do Trabalho e Emprego.

Dia 25 de fevereiro às 18h

Tema: Armazenamento, proteção e processamento soberano de dados: Armazenamento, proteção e processamento soberano de dados são a espinha dorsal da soberania nacional. Sem infraestrutura própria , data centers, redes nacionais, nuvens públicas e privadas verdadeiramente nacionais, o Brasil entrega a terceiros o controle sobre informações estratégicas. Proteger dados é defender-se de espionagem. Mas não basta software livre: sem indústria nacional de chips, placas e GPUs, seguimos reféns de componentes estrangeiros com backdoors ou fornecimento cortável. Com software livre, capacidade local e chips próprios, controlamos o ciclo completo dos dados, do hardware ao processamento, e planejamos o futuro sem tutela externa.

Quem fará a abertura do diálogo?

Nicolas Silva, 26, mais conhecido como Nico, nasceu na periferia de São José dos Campos. Indígena em retomada descobriu a conexão familiar com o povo Guarani através das possibilidades de conexões com os territórios que a Casa de Cultura Tainã é conectada através da Rede Mocambos. Hoje cultiva, dentre outras coisas, os cuidados do Data Center Comunitário Livre (DCCL) da Casa Tainã conjuntamente com outros colaboradores, no intuito de fortalecer a luta por soberania territorial e tecnológica do povo afroindígena.

Marcos Mendez Quintero: Fundador e principal investidor da PopSolutions e integra a Rede pela Soberania Digital. Atua na arquitetura e operação de infraestrutura (datacenter, redes, virtualização e serviços críticos) com foco em software livre, segurança, privacidade e alta disponibilidade. Trabalha para reduzir dependências de plataformas, fortalecer ecossistemas locais e transformar soberania digital em capacidade técnica real, governança e continuidade operacional.

Mauro Salles: Secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Secretários Geral do Sindicatos dos Bancários de Porto Alegre e um dos artiuladors do projeto da “Rede Popular Federada e Soberana de Dados”.

Dia 25 de fevereiro às 19h

Regulamentação de plataformas de mídias sociais e alternativas livres da Web Social Aberta (Fediverso): A urgência em regulamentar as plataformas de mídias sociais no Brasil deve-se ao modelo de negócio baseado no engajamento a qualquer custo, que cria ambiente perverso onde algoritmos amplificam ódio, desinformação e crimes como exploração infantil. Toda interação vira combustível para lucro, ameaçando a soberania nacional ao manipular a opinião pública sem moderação contextualizada. Paralelamente, é crucial fomentar o Fediverso, um ecossistema descentralizado de plataformas interconectadas e livres como Mastodon (alternativa ao X, a exemplo da brasileira organica.social(Enderelo externo), hospedada em datacenter brasileiro e soberano), Pixelfed (alternativa ao Instagram) e PeerTube (alternativa ao YouTube). Essas plataformas devolvem o controle de dados, algoritmos e moderação às comunidades, rejeitam o modelo extrativista das big techs e fortalecem a autonomia tecnológica e a integridade social do país.

Quem fará a abertura do diálogo?

BIANA (Bianca Fernandes): Artista independente, designer, pesquisadora e mestranda em antropologia digital pela Universidade de São Paulo. Desenvolve pesquisas sobre as transformações sociotécnicas das plataformas digitais, as relações entre cultura online, infraestrutura tecnológica e disputas políticas contemporâneas. Atua na experimentação e no desenvolvimento de ecossistemas digitais alternativos, integrando o projeto Organica.Social(Enderelo externo), e participa da Rede pela Soberania Digital, articulando debates e iniciativas voltadas à construção de infraestruturas digitais mais autônomas, colaborativas e orientadas ao interesse público.

Thiago Skárnio: Especialista em Web Social Aberta (Fediverso), dedicado a capacitar comunidades e organizações a adotarem essa tecnologia descentralizada. Sua trajetória combina atuação em políticas públicas culturais, como a implantação do Plano Nacional de Cultura (SC) e a Ação Cultura Digital do MinC, com o empreendedorismo. Ele é cofundador e coordenador da Alquimídia – pioneira na difusão do Fediverso no Brasil – e está à frente da GaneshaPress, agência focada em Economia Criativa e Autonomia Digital de empresas e instituições.

Transmissão AO VIVO: 

Antonio Coelho: Eterno graduando do curso de Letras Vernáculas com LE; Membro do Coletivo Farpa onde organiza seus trampos com tecnologias Libres; Entusiasta do Movimento Software Livre e da Economia Popular e Solidária; Comunitarista.

Raphael Assis: Formação em infraestrutura de redes, atua como DevOps no Coletivo Farpa e é membro fundador da União dos Mapeadores Brasileiros do OpenStreetMap encontrando-se como seu Presidente no momento.

Mediação: 

Everton Rodrigues: Ativista do software livre e da economia solidária desde 2000. Trabalha em projetos para associar a economia solidária ao software livre e à soberania digital. É agente territorial da economia solidária do Programa de Formação Paul Singer, da Secretaria Nacional de Economia Solidária, no Ministério do Trabalho e Emprego.

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