Por Arcírio Gouvêa Neto, jornalista
Soube hoje que os produtores Denise Saraceni e Carlos Moletta estão fazendo um filme sobre Pixinguinha. Como jornalista e pesquisador de música popular brasileira, não poderia ter recebido uma notícia melhor nem mais alvissareira nesse início de ano.
Em um país onde a qualidade musical cai assustadora e vertiginosamente a cada ano que passa, saber que alguém está realizando um filme sobre um dos maiores gênios da música no mundo é ter o vislumbre de uma nesga de luz no fim do túnel.
O brasileiro não conhece seus grandes nomes da arte, seja de que gênero for, e esse filme pode resgatar um pouco essa, digamos, negligência, descaso, (ou será viralatismo?) de nossa gente. Pixinguinha foi um dos artífices da Época de Ouro da música popular brasileira – a década de 30 – com a explosão do primeiro veículo de comunicação mundial de massa – o rádio.
Pixinguinha é o nome artístico de Alfredo da Rocha Vianna Filho (1897-1973), chamado por sua avó de “Pzindim”, (daí o Pixinguinha). Ele foi compositor, flautista, saxofonista, arranjador, líder do conjunto “Os Batutas”, que se apresentou com imenso sucesso em Paris e Buenos Aires, além de figura respeitada internacionalmente como mestre imortal da música.
Basta dizer que quando a lenda do jazz estadunidense, Louis Armstrong, esteve no Brasil a primeira coisa que fez foi conhecer Pixinguinha, considerado o maior representante do “choro” e patrono da música popular brasileira. Autor de clássicos como “Carinhoso”, “Rosa”, “Lamento”, “Sofres Porque Queres”, “Naquele Tempo”, “Cochicando”, “Urubu Malandro”, Um a Zero” e tantas obras-primas que não caberiam aqui, Pixinguinha, com seu jeito simples e doce, revolucionou o samba e o choro, introduzindo sofisticação harmônica e arranjos modernos que definiram a identidade musical do Brasil.
Título do Post: Bem Blogado
Foto: Pixinguinha e Louis Armstrong







