O Bem Blogado, dentro da série Sarau Delivery – a arte nos tempos do coronavirus, tem o prazer de apresentar hoje a cantora paranaense Ana Decker.
Artista precoce, Ana Decker começou a tocar piano aos quatro anos de idade, auxiliada por sua mãe, Dilza. Iniciou seus estudos musicais aos 11 anos, apresentando concertos em cafés e teatros de Curitiba. Aos 23 anos estreou como cantora recebendo a bênção de uma canja de Hermeto Pascoal em sua primeira apresentação.
A cantora é licenciada em Música e estudou com diversos nomes da MPB, como Léa Freira, Robertinho Silva e Amilton Godoy.
Atualmente, se apresenta ao lado de Arismar do Espírito Santo, Oscar Bolão, Leandro Braga, Pedro Amorim, Alegre Corrêa, Antônio Porto, entre outros grandes músicos e parceiros.
Há cinco anos, integra o Orquestra Rabecônica do Brasil e é cantora da folia do Divino Espírito Santo nos Estados do Paraná e São Paulo.
Esta preciosa cantora, moradora em Paquetá (RJ), a Ilha dos Amores, escolheu dentre seu vasto e belo repertório, para o Sarau Delivery, uma canção argentina imortalizada por Mercedes Sosa, “Tristeza”.
Sarau Delivery é uma seção do Bem Blogado que traz diariamente artistas confinados, fazendo apresentações para o público que está em casa, recolhido no combate ao coronavírus.
A seção está aberta para músicos, poetas, contadores de história…
Vamos nos cuidar e nos informar sobre o mal que apavora o mundo, para que nossos corpos não sofram, mas vamos alimentar nossas almas para que nossa saúde mental também prevaleça.
Que o seu tempo seja preenchido com arte.
Com vocês, o talento e a graça de Ana Decker, cantando “Tristeza”, dos Hermanos Núñez.
Tristeza ( Hermanos Núñez)
No me reclame niño si lo abandono
le peleo a la vida por usted tesoro,
no me reclame niño si me demoro.
¡Ay, qué camino tan desparejo,
la angustia cerca y mi niño lejos!
Ay, qué camino tan desparejo,
la angustia cerca y mi niño lejos!
No me pregunte, niño por qué mi llanto,
¿Qué he de hacer si la vida me reclama tanto!
Duerma no más su sueño que yo lo tapo.
¡Ay, qué camino tan desparejo,
la angustia cerca y mi niño lejos!
Ay, qué camino tan desparejo,
la angustia cerca y mi niño lejos!
Solcito del domingo pégale fuerte
que saldré con mi niño a juntar caricias.
Me vestiré de madre, con sus sonrisas.
¡Ay, qué camino tan desparejo,
la angustia cerca y mi niño lejos!
Ay, qué camino tan desparejo,
mi piel obrera y mi niño lejos!