Por Arcírio Gouvêa Neto, jornalista
Leio que por deixar de pagar o dízimo, em função de crise financeira, uma idosa foi expulsa da igreja pelo pastor. E na mesma matéria fico sabendo que agora essas seitas demoníacas, que como maldição caíram sobre nosso país, não aceitam mais 10% do dízimo, instituíram valores fixos que vão de 200 a 300 reais mensais.
Esse pessoal que paga devia ser analisado por psiquiatra ou passar um tempo no manicômio para ver se um tratamento inovador cura a loucura de acreditar nesse bando de estelionatários.
Na metade da década de 80, eu já alertava em duas reportagens, que isso iria acontecer. Uma delas chamava-se “Quanto custa alcançar o céu”. Não deu outra. Mas o que me deixa mesmo perplexo é ter 30% da população brasileira que acreditam nesses impostores vigaristas. Agora tem até cartão-dízimo que a ovelha fiel paga no banco sem questionar. Do
Tem uma postagem rolando no YouTube em que uma pastora diz que foi 15 vezes ao inferno e voltou e que lá só tinha gente que não pagava o dízimo.
A busca pelo dinheiro nessas seitas neopentencostais é tão insana que eles nem se preocupam mais em escondê-la, em mascará-la.
Não é possível que essa prática nefasta continue a minar nossa economia. Vocês já imaginaram quantos bilhões são retirados de circulação todo mês deixando de aquecer o mercado e gerar impostos para serem aplicados na educação, saúde, ciência e tecnologia, segurança e vai por aí, mas terminam em paraísos fiscais?
O dizimo foi instituído para sustento dos sacerdotes do Templo de Jerusalém, mas pago em víveres ou animais e apenas uma vez ao ano. Nas primeiras comunidades cristãs da Síria, lá pelo século 100 depois de Cristo, essa prática já tinha se deteriorado e o dízimo era pago ou em dinheiro ou em alimentos.
Sabe-se que muitos sacerdotes eram alvos da ira do povo, pois já ostentavam riqueza e viviam distanciados e indiferentes às necessidades espirituais da população.







