Tire as Mãos do Meu Pé Sujo: Conte, nosso contador de histórias e auditor do blog

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Por Washington Luiz de Araújo, jornalista

Voltamos com os melhores dos muitos momentos do nosso blog “Tire as Mãos do Meu Pé Sujo”, que teve sua fase áurea de 2008 a 2018. Com pés fincados na beira do balcão da Adega Praça São Salvador (RJ), rodamos o mundo embriagados de cerveja. Éramos idealistas na luta pela vida dos bares pés sujos pelo mundo.




Neste post, vamos lembrar de um correspondente do blog que saiu de São Paulo, foi para Santos e depois seguiu para a vizinha (de Santos) Bertioga e agora, dizem as más e boas línguas, ensaia a volta a São Paulo. Zé Carlos Conte, nosso correspondente contador – auditor das contas incontáveis do Tire as Mãos do Meu Pé Sujo e de histórias – circulou muito também pela Praça São Salvador, bebendo daquela água (perdão, Conte) daquela cerveja que jorrava na Adega e adjacências. Vamos a duas postagens memoráveis do nosso Conte.

Ah, para matar a sede dos curiosos, o Conte é o “aparecido” de cartola cor de abóbora. Emoldurando-o: Washington, Vitor, Lovato, Serginho, Américo e Asbeg. Reunião dos correspondentes na, lógico, Adega da Praça.

… porque nos ufanamos!

Zé Carlos Conte

Final de dezembro de 2008

(O nosso ilustre correspondente em São Paulo, José Carlos Conte, mandou a excelente noticia abaixo. Em tempos de crise financeira, a informação é alvissareira para os outros correspondentes do blog espalhados pelo bem bom mundo afora. A foto acima é um detalhe das cadeiras e mesas da Adega da Praça, na Praça São Salvador. A figura borrada que aparece é um ilustre desconhecido que, espero, não venha cobrar direitos de imagem, logo agora que o blog está com as finanças equacionadas depois das medidas administrativas mencionadas na nota abaixo).

Os raios do ano já partem sobre nós e podemos tranqüilizar nossos acionistas: as duras medidas administrativas que tomamos no início de dezembro revelam melhoria nas finanças deste blog.

A apuração do livro-caixa demonstra que o NÃO RESSARCIMENTO DE DESPESAS COM ÁGUA trouxe alívio nas contas. Isto é, ativos, passivos e simpatizantes se equilibram provando que a farra de nossos correspondentes era mesmo um deus-nos-acuda. Havia um gasto excessivo nas praças de Copacabana, Barra Funda, Cairo, Nairóbi, Bruxelas e Baixa do Sapateiro. Notas fiscais frias camuflavam a mutreta que consistia no reembolso de despesas com água – fato inadmissível, inteiramente contrário aos estatutos deste blog.

Baseadas no consumo de cervejas de garrafa contendo, no mínimo, 600ml, e em bares de perfil gomorrento, nossas premissas de fundação são claras e ad pra sempre: NÃO RESSARCIMOS DESPESAS COM ÁGUA!

Nunca na história deste blog alguns se locupletaram tanto à custa do erário coletivo. Mas o lesa-pátria acabou.

Daí que no raiar de 2009 e antes que venha a reforma ortográfica obrigatória, aproveitamos para cumprimentar todos os amigos que nos acompanharam. Finalmente, parceiros, podemos cantar:

“Quem não chora, não mama,/ meu bem,/ dá a chupeta…”

Cumpra-se!

Questão + ou – de fundo – O Litro Subiu no Telhado

Zé Carlos Conte

Janeiro de 2009

Noves fora o baba-ôvo dos meios de comunicação brasileiros ao redor/ sob/ entrementes/e enquanto durar a ascenção de Obama ao mundo branco feito cera do museu anglo-saxão, temos problemas objetivos e precisamos resolvê-los antes que se transformem em esfinges. Decifra-te ou te entorno é a questão. Parágrafo para explicar melhor:

Desta vez não é o amianto nem a arara azul. O que nos inquieta no mundo possível é a subida da cerveja – para além do preço – que pega em cheio os fundamentos da criação deste blog.

Conforme nossos estatutos, demo-nos à luz em prol dos botequins imundos e em defesa da cerveja 600ml. Acontece que sem aviso prévio o vai-e-vem dos commodities foi indo tanto que acabou por instituir vasilhames de 1 litro. Aí, já temos o primeiro entrave: como chamar de garrafa uma coisa que é litro?

Atentem, leitores vorazes, que não estamos erguendo a bandeira única dos 600. Temos perfeita embriaguez para admitir que as diferenças existem, devem ser respeitadas e, se possível, travestidas de Colombina (“Ala-la-ô-ôôôô”, já afirmavam os fenícios). Mas, retornemos aos 400ml:

– Em nome do progresso devemos aceitar o fato? O fato contraria o espírito? O espírito faz o monge? O padre tem alguma coisa com isso?
Príncipes não são princípios na razão direta de que seno é uma coisa, cosseno é bem outra. Vai daí que tá de bom tamanho dar ao tal litrão as porradas que desferimos nos copos domesticados pelos bares moderninhos?

Reflitam, senhores, e se ao final considerarem que suicídio é em si um ato reflexivo, montamos um barraco obama. Depois do Carnaval, claro.
Nota de rodapé: em defesa da revolução, os textos deste blog não se submetem à reforma ortográfica. (José Carlos Conte, correspondente do blog em São Paulo, mais precisamente na Barra Funda).

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