Trump e as cenas do dia seguinte

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Por Ulisses Capozzoli´, jornalista

Uma das garotas do proxeneta Jeffrey Epstein (1953-2019), em depoimento constrangido, como seria de se esperar, relatou que “o pênis do senhor Trump só podia ser tocado com luvas”. A garota, uma das muitas sexualmente vampirizadas por gente como Trump & outros canalhas das torres do poder político-econômico planetário é uma pessoa de amor próprio destruído, implodido, dilacerado como espelho impactado por uma rocha.




A questão, aqui, não é de liberdade/fruição sexual, mas de brutalização/bestialização e por isso mesmo de atentado à dignidade humana. Recordando o depoimento dela, no momento em que o presidente americano, com postura subalterna, acompanhada de gestual que incluiu ligeira inclinação da cabeça, sinal inequívoco de afeto/submissão, recebeu o líder russo em Anchorage para o que tratou de criar clima conveniente.

Deu no deu, em outras palavras: nada de consistente em termos de fim de um conflito que envolve outros humanos. Milhões de pessoas, famílias, com mortos, feridos, desintegração e, mais uma vez, destruição. E, por trás disso, as mãos de um império claramente decadente.

Algumas questões me vieram à mente e que tomo liberdade de compartilhar com eventuais interlocutores por aqui:

1) O que Melanie Trump teria dito ao marido, quando ele voltou prá casa, nu com as mãos no bolso, por não ter outra acomodação para elas? Não creio que tenha sido algo alentador, ainda que isso seja apenas um exercício vago de imaginação. Ela que teria sido apresentada a ele pelo onipresente Epstein, segundo Biden Filho que, convenhamos, tem histórico nada recomendável. Mas, se ela perguntou, o que ele teria respondido, do alto de sua sempre presente presunção?

2) E aquele sujeito que todos nós, lamentavelmente conhecemos bem, confinado ao lar por decisões da Justiça, exibindo uma vistosa abotoadura eletrônica nas canelas finas que dizem ser a origem de “mito”, neste caso de “palmito”, referências às ditas canelas finas? Num beco sem saída fácil, por limitações intelectuais combinado a uma sobra de banditismo. Como teria ido dormir ontem à noite e como acordou na manhã de hoje, com reconhecimento, inevitável (não é tão burro assim) da vergonhosa performance de seu ídolo? E o filho dele, lá no Norte, fermentado para que o patético interlocutor do Putin ferre, literalmente o Brasil. Cada um de nós?

3) E os “Latinos for Trump” que viviam nos Estados Unidos se achando americanos, quando são repudiados/repelidos. Se não pela totalidade, ao menos por parcela significativa de… (eu iria escrever “nativos”, mas eles não são os nativos. Nativos são os que já viviam lá quando eles chegaram, invadindo/matando, queimando, introduzindo arame farpado para fatiar terras que antes eram livres de quaisquer restrições não naturais).

4) E os alienados daqui. Os canalhas/corruptos/farsantes, mas também os espoliados/desfavorecidos/miseráveis que defendem conceitos/posições reacionárias e profundamente alienadas?

Claro, boa parte é resultado da escravização introduzida/cultivada por mentalidades senhoriais improcedentes tanto por ética quanto estética, o que deixa sem espaço qualquer tentativa de racionalidade.

É puro vampirismo. Sede de sangue.

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