Por Moisés Mendes, compartilhado de DCM
Pablo Marçal. Foto: Divulgação
Pablo Marçal está inelegível até 2032, por decisão da Justiça Eleitoral, mas conseguiu uma liminar que tornou possível sua refiliação ao PRTB. Assim ele conseguiu o que não conseguiria no União Brasil, que vinha sendo seu partido: tenta ser candidato a presidente da República.
O retorno ao PRTB, pelo qual foi candidato a prefeito de São Paulo em 2024, foi obtido via liminar. Com essa medida de efeito provisório, o mago da prosperidade conseguiu registrar sua candidatura a presidente no último dia do prazo, 15 de agosto.
É o nome do PRTB à presidência da República. E agora? Agora, ele entra em campanha, mesmo que possa ter o registro da candidatura negado mais adiante, depois de julgamento no TSE. Até lá, a gandaia corre solta.
O tribunal o condenou por abuso de poder político e econômico, depois da eleição municipal de 2024, porque promovia “campeonato de cortes” entre admiradores.
Marçal premiava com dinheiro pessoas que disseminavam seus vídeos (os cortes de falas dele) nas redes sociais, o que não era permitido. Mas conseguiu registrar a candidatura agora porque a brecha na lei permite que qualquer um requeira o registro no TSE, inclusive um bandido.
Qualquer criminoso condenado pode requerer o registro, que depois será analisado pelo tribunal. Enquanto isso, Marçal pode fazer o que pretende: esculhambar com a eleição, favorecendo Flávio Bolsonaro.
Marçal já anunciou que entrará na eleição para favorecer Flávio. Como? Criando todo tipo de tumulto nas redes sociais. Ele pode, por exemplo, requerer participação em debates, mesmo que saiba por antecipação que não terá seu pedido atendido.
Mas criará um alvoroço ao ser vetado. Assim como passará a usar sua exposição pública para provocar todo tipo de confusão e dizer o que Flávio não pode. É difícil que alguém possa prever o que o picareta poderá fazer até a cassação do seu registro.
Até o candidato do Missão, Renan Santos, sabe que a tentativa de candidatura de Marçal é “uma manobra para beneficiar Flávio Bolsonaro”. Santos conta: “Ele estava trabalhando com Flávio, era consultor de marketing”.
Preparem-se, porque Pablo Marçal está na arena de novo. É uma eleição com um timaço: Flávio, Zema, Caiado, Renan Santos e agora Marçal. A democracia que aguente.







