A dívida pública cresce mais pelos juros elevados do que pelo déficit primário, questionando o discurso de uma crise fiscal iminente.
O texto também analisa a relação entre Tesouro, mercado financeiro e política monetária, mostrando como fatores externos, inflação, juros internacionais e a composição da dívida influenciam o custo de financiamento do Estado. Gabrielli defende que o equilíbrio fiscal não deve ser buscado apenas pela compressão das despesas primárias, sob risco de comprometer investimentos, emprego e políticas sociais, mas por uma estratégia capaz de reduzir o custo financeiro da dívida e conciliar estabilidade, crescimento e redução das desigualdades.
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